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Home Decoração de interiores

Depois de uma década de minimalismo, o maximalismo virou a resposta de quem cansou de morar em casa de mostruário

Depois de anos de ambientes clean e paredes brancas, o estilo que mistura cores, texturas e histórias pessoais volta com força total — e a regra principal é simples de entender, difícil de executar

Escrito por: Cláudio Filla
22 de maio de 2024 - Atualizado em: 8 de agosto de 2026
em Decoração de interiores
Depois de uma década de minimalismo, o maximalismo virou a resposta de quem cansou de morar em casa de mostruário

Depois de anos de projetos dominados pela estética clean, o maximalismo voltou a ocupar espaço nos ambientes residenciais. É o movimento oposto ao minimalismo: em vez de reduzir, multiplica. Em vez de esconder, exibe. Cores vibrantes, estampas variadas, objetos de família e móveis de diferentes épocas convivem no mesmo cômodo, e o resultado é um ambiente que carrega identidade e narrativa pessoal em cada detalhe.

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Um apartamento projetado pela arquiteta Michele Wharton ilustra bem esse conceito. O imóvel pertence a um casal formado por um historiador e uma professora, ambos apaixonados por arte, e reúne praticamente todas as características que definem essa tendência: mistura de estilos, cores fortes, texturas variadas e uma coleção de objetos que contam a história de quem mora ali.

Coragem é o primeiro requisito

Não existe fórmula pronta para o maximalismo, e isso é o que torna o estilo mais difícil de replicar do que parece à primeira vista. “Para mergulhar neste universo é preciso ter coragem e personalidade. O maximalismo permite mesclar estilos, estampas, texturas, desenhos e cores com o uso da criatividade”, explica Michele Wharton.

Depois de uma década de minimalismo, o maximalismo virou a resposta de quem cansou de morar em casa de mostruário
Projeto da arquiteta Michele Wharton com fotos de Emerson Rodrigues

Quadros em quantidade, objetos antigos e peças de família ganham protagonismo nesse tipo de composição. A iluminação também participa da narrativa: luminárias de mesa em madeira dialogam com o mobiliário, enquanto arandelas de metal em formato de folhas se destacam sobre paredes coloridas, criando pontos de luz que também funcionam como elementos decorativos.

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Misturar estilos sem medo

A regra que sustentava a decoração por décadas — escolher um estilo e seguir ele à risca — não se aplica aqui. No maximalismo, a busca é por tudo que faça sentido dentro da composição do lar, independentemente de época ou origem. “Vale misturar o estilo clássico, moderno, contemporâneo, neoclássico, rústico, praiano, industrial e o que mais os moradores sentirem vontade”, reforça a arquiteta.

Depois de uma década de minimalismo, o maximalismo virou a resposta de quem cansou de morar em casa de mostruário
Os banheiros receberam revestimentos com diversas formas, padrões e cores, além de móveis e molduras de diferentes propostas / Projeto da arquiteta Michele Wharton com fotos de Emerson Rodrigues

Essa liberdade é o que permite, por exemplo, colocar um sofá moderno ao lado de uma mesa lateral clássica, com um rádio antigo de família funcionando como peça central decorativa. O contraste de épocas, quando bem equilibrado, é justamente o que dá densidade visual ao ambiente.

Cor como protagonista, não como detalhe

Nos ambientes maximalistas, a cor deixa de ser um acabamento pontual para se tornar parte estrutural do projeto. Revestimentos com padrões geométricos, paredes coloridas e quadros com gravuras chamativas dividem espaço no mesmo cômodo, inclusive em áreas que costumam ficar neutras por convenção, como banheiros.

Equilibrar tons vibrantes exige atenção à composição geral do espaço. Combinar muitas cores fortes sem nenhum ponto de descanso visual tende a cansar o olhar rapidamente — por isso, a mescla costuma funcionar melhor quando existe ao menos uma superfície neutra, como piso claro ou uma parede sem estampa, servindo de contraponto ao restante do ambiente.

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Objetos que carregam histórias de vida

O maximalismo tem afinidade natural com quem já viajou bastante, viveu em diferentes lugares ou passou por imersões culturais distintas. Fotos, obras de arte, livros e móveis de origens variadas se tornam, nesse estilo, uma forma de revelar experiências pessoais através da decoração.

Depois de uma década de minimalismo, o maximalismo virou a resposta de quem cansou de morar em casa de mostruário
Vida no décor: mais um exemplo da presença de desenhos e cores vibrantes presentes no apartamento / Projeto da arquiteta Michele Wharton com foto de Emerson Rodrigues

Isso não significa que o estilo seja exclusivo de quem já acumulou uma vida inteira de referências. Para quem está começando a explorar o maximalismo, ele funciona como ponto de partida para experimentar formas diferentes de morar e decorar. Antiquários, brechós, sebos e feiras de troca se tornam, nesse contexto, fontes valiosas de peças com identidade própria — muito mais interessantes, dentro dessa lógica, do que móveis novos e sem história.

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  • Veja também: Casa Atemporal: o Que Realmente Define um Ambiente Que Não Sai de Moda

Texturas que ativam outros sentidos

Depois de uma década de minimalismo, o maximalismo virou a resposta de quem cansou de morar em casa de mostruário
Na cozinha, revestimentos amarelos com padrões geométricos alegram o ambiente e fogem do básico, como o branco ou o cinza / Projeto da arquiteta Michele Wharton com foto de Emerson Rodrigues

A experiência sensorial é outro pilar do maximalismo. Tapetes, mantas, cortinas, almofadas e enxovais em tecidos diferentes convivem no mesmo ambiente, criando variações de toque que vão além do aspecto visual. Essa mistura de texturas — algumas ásperas, outras macias, algumas estruturadas, outras fluidas — é parte do que torna o ambiente maximalista tão envolvente fisicamente, não apenas visualmente.

Estampas grandes, escolhas ousadas

Na hora de escolher padronagens, o maximalismo pede elementos visíveis e marcantes: estampas étnicas, abstratas, florais, geométricas ou até psicodélicas ganham espaço em paredes, tecidos e revestimentos. Na cozinha, por exemplo, revestimentos amarelos com padrões geométricos substituem o branco ou o cinza convencional e mudam completamente a personalidade do ambiente.

Estampas grandes pedem planejamento para não sobrecarregar o espaço visualmente. A combinação com cores neutras em paredes ou pisos próximos costuma ser o que sustenta a harmonia do conjunto, permitindo que os padrões escolhidos ganhem destaque sem competir entre si.

  • Depois de uma década de minimalismo, o maximalismo virou a resposta de quem cansou de morar em casa de mostruário

    Cláudio P. Filla

    Fundador e Editor/Redator do Enfeite Decora
    Publicitário, gestor de mídias sociais e especialista em conteúdo digital sobre decoração, arquitetura, paisagismo, jardinagem e tendências para o lar.
    👉 Biografia completa do autor.

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E-mail: [email protected]
Via: dc33 Comunicação Karina Monteiro, Glaucia Ferreira e Danilo Costa
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