A estrutura de concreto, a alvenaria e o reboco do antigo Centro Empresarial Roberto Schiebler, na esquina das ruas Presidente Faria e Alfredo Bufren, ficaram de pé por cerca de 26 anos sem que o prédio chegasse a funcionar como escritório.
Iniciada no fim da década de 1990, a obra passou esse tempo servindo de abrigo improvisado e de estacionamento irregular, a poucos passos da Praça Santos Andrade.
Acompanhe as novidades do Enfeite Decora
Agora, o edifício de 21 pavimentos está sendo recuperado por meio de retrofit para virar o residencial Noov Vive, com 110 apartamentos e entrega prevista para 2028.
O projeto muda a vocação do prédio, de edifício comercial para moradia, e as decisões sobre o que fica e o que sai dizem muito sobre como o retrofit em Curitiba pode funcionar em outras construções paradas do Centro.
O que o retrofit mantém e o que precisa mudar?
O projeto aproveita a estrutura de concreto, a alvenaria e o reboco existentes, e as intervenções atuais se concentram em acabamentos, esquadrias e instalações. Segundo as informações divulgadas, cerca de 20% das obras já estão concluídas.
Também haverá um projeto novo, com reformulação estrutural e arquitetônica para atualizar a construção às exigências de segurança e acessibilidade de hoje.
“O prédio será concluído com um projeto novo, uma reformulação estrutural e arquitetônica, adequando a modernidade e segurança de uma construção de 25 anos atrás para uma nova realidade da construção civil”, explica o empresário Élcio Gomes, da Gomes Imóveis, proprietária do imóvel.
Converter lajes de escritório em apartamentos costuma exigir trabalho nas instalações hidráulicas, já que banheiros e cozinhas precisam de novas prumadas e pontos de esgoto que um andar corporativo não previa. Por isso, o foco em instalações e esquadrias faz sentido, porque são os itens que definem se o apartamento terá conforto de ventilação, luz e uso da água.
Studios de 24 m² e áreas comuns que fazem parte da moradia
O edifício terá unidades de tamanhos variados, de studios com aproximadamente 24 m² até apartamentos de dois dormitórios, com cerca de 57 m². Em metragens assim, a lavanderia compartilhada e o minimercado deixam de ser comodidade e passam a completar a rotina do morador, porque o apartamento sozinho não comporta tudo.
A lista de áreas comuns inclui academia, jardim sensorial, horta coletiva e um espaço de convivência no terraço, com vista para a Serra do Mar. O paisagismo aparece, portanto, como parte do programa do prédio, e não só como acabamento de entrada, o que valoriza o convívio dentro de um edifício de uso misto de gerações.
Smart living, senior living e gestão por aplicativo
O conceito reúne smart living, que integra tecnologia e serviços à moradia, e senior living, voltado a soluções que favorecem a autonomia e o conforto de pessoas mais velhas.
O empreendimento também mira estudantes e profissionais que querem morar perto de universidades, comércio e serviços. Entre os recursos previstos estão controle de acesso por reconhecimento facial e serviços administrados por aplicativo.
A Housi, plataforma de gestão de moradia, cuidará do condomínio e das locações de curta e longa duração. O projeto é desenvolvido em parceria com a construtora Legno.
Para Gomes, a quantidade de 110 unidades é uma vantagem: “Com menos moradores, as pessoas poderão aproveitar melhor as áreas comuns do prédio, tendo mais espaço e conforto no dia a dia”.
O prédio e o movimento de volta ao Centro
A recuperação acompanha o programa municipal Curitiba de Volta ao Centro, que, segundo o empresário, despertou o interesse do mercado por construções que ficaram anos desocupadas.
Ele cita ainda a melhoria na iluminação da Avenida Marechal Deodoro, as mudanças nos espaços para pedestres perto do Teatro Guaíra e a instalação de um módulo da Guarda Municipal como fatores que tornam o entorno mais atrativo.
O investimento previsto passa de R$ 30 milhões. O preço do metro quadrado ainda não foi divulgado, mas o empresário afirma que haverá condições de pagamento facilitadas e possibilidade de financiamento bancário. Ele estima o prazo de obra em 24 meses, contra cerca de 36 meses que, segundo ele, outros lançamentos da região costumam levar.
| Para mais conteúdos do Enfeitedecora, siga o nosso X (Twitter), Instagram e Facebook,
inscreva-se no nosso canal no Pinterest,
no Google e acompanhe as atualizações sobre decoração, arquitetura, arte e projetos inspiradores. E-mail: [email protected] |





