A poltrona de amamentação normalmente não é vista como um móvel decorativo do quarto do bebê. Contudo, é um móvel de uso diário e muitas vezes, aliás, usada várias vezes por noite, durante meses. Por isso, escolher uma poltrona de amamentação apenas pelo tecido bonito ou pela linha do desenho é o primeiro erro de quem está montando esse ambiente.
O que realmente importa está na ergonomia. A mãe vai passar longos períodos sentada, com o bebê no colo, repetindo o mesmo gesto de sustentação dos braços e do tronco. Se a peça não oferece o apoio certo, o corpo compensa em outro lugar, e é aí que surgem as dores nas costas, no pescoço e nos ombros.
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O encosto precisa sustentar toda a coluna
A poltrona de amamentação ideal deve ter um encosto alto o suficiente para acompanhar toda a extensão das costas, incluindo a região da nuca. Durante a amamentação, o corpo tende a se inclinar levemente para frente, na direção do bebê.

Um encosto curto obriga a mãe a buscar apoio com o próprio esforço muscular, e isso cansa rápido. O ideal é testar a peça sentando de verdade, simulando o gesto de sustentar o bebê nos braços, antes de decidir pela compra.
Apoio para os braços: o item mais esquecido
Muita gente escolhe a poltrona de amamentação olhando para o assento e esquece de avaliar os braços laterais. Esse é o ponto que sustenta o peso do bebê durante a mamada, e ele precisa estar na altura certa em relação ao corpo.
Braços baixos demais forçam os ombros para baixo e geram tensão constante. Braços altos demais elevam demais os cotovelos e também cansam. A altura adequada é aquela que permite manter os braços relaxados, próximos ao corpo, sem esforço para alcançar apoio.
Os pés precisam tocar o chão
Outro detalhe técnico que passa batido na hora da compra é a altura do assento em relação ao chão. Durante o posicionamento do bebê, os pés da mãe devem estar completamente apoiados no piso, sem ficar suspensos ou na ponta.

Esse contato com o chão dá estabilidade ao corpo e evita que a mãe compense o equilíbrio com a região lombar. Poltronas muito altas para a estatura de quem vai usar exigem o uso constante de um apoio extra, o que nem sempre resolve o problema por completo.
O puff entra depois, não antes
Depois que o bebê já está posicionado e a mamada segue tranquila, o puff pode ser usado para apoiar os pés e deixar a postura ainda mais relaxada. Ele funciona como um complemento de conforto nesse segundo momento, quando o corpo já não precisa da mesma estabilidade ativa do início.
Vale reforçar que o puff não substitui uma poltrona com altura correta. Ele ajusta o conforto depois que a base ergonômica já está garantida.
Balanço é escolha pessoal, não obrigação
O sistema de balanço da poltrona de amamentação costuma gerar dúvida na hora da compra, mas essa decisão depende exclusivamente da preferência de quem vai usar. Algumas mães preferem o movimento de vai e vem para ajudar o bebê a relaxar durante ou depois da mamada.
Outras se sentem mais confortáveis com uma base fixa, sem oscilação nenhuma. Nenhuma das duas opções é mais correta do que a outra. O que muda é a sensação de estabilidade que cada pessoa busca durante o uso diário.
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