A moradora deste apartamento de 136 m² não queria viver em obra por meses nem abrir mão da identidade que já reconhecia em casa. Foi esse o ponto de partida da arquiteta Juliana Alencar (@julianaalencar.arq) para conduzir uma reforma que resolveu circulação, armazenamento e conforto térmico visual sem tocar em paredes estruturais.
O resultado passa pela área social, pela suíte principal, pelo lavabo e por um antigo escritório que virou closet. Todo o planejamento foi fechado em menos de dois meses, e a obra levou o mesmo período para ficar pronta, prazo que só se sustenta quando o projeto já chega definido em cada detalhe de acabamento e mobiliário.
Paleta unificada guia a casa inteira
A pintura em tom Berço, da Suvinil, cobre as paredes do apartamento e funciona como base neutra para receber camadas de textura. Sobre essa cor, entram papéis de parede com textura têxtil, que trazem relevo sem pesar visualmente, e novos rodapés brancos de poliestireno com friso, que substituíram o acabamento anterior e deram contorno mais desenhado aos ambientes.

Essa base clara dialoga com móveis em madeira escura, tecidos de toque macio e pontos de verde-musgo distribuídos entre estofados e objetos.
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A escolha evita o contraste seco entre claro e escuro, já que a madeira escura ganha respiro porque está cercada de superfícies claras, e o verde-musgo aparece como cor de transição entre os dois tons, não como destaque isolado.
Sofá ilha assume o comando da área social
Na sala, o protagonismo é do sofá ilha com encosto móvel. A peça organiza fisicamente a circulação entre os ambientes de estar, TV e jantar, que antes dependiam de posicionamento fixo de mobiliário para funcionar. Com o encosto móvel, a família ajusta a orientação do sofá conforme o uso do dia, sem depender de uma divisão rígida entre setores.

Completa o ambiente um móvel de adega desenhado sob medida, que ocupa um espaço antes sem função clara e integra a lógica de receber visitas ao restante da sala. A marcenaria sob medida permite que a peça respeite as dimensões exatas do vão disponível, sem sobras de espaço nem necessidade de adaptação.
Suíte deixa de ser só closet e vira espaço de bem-estar
A suíte principal recebeu a mudança de layout mais profunda do projeto. O antigo closet, posicionado na entrada do cômodo, deu lugar a uma área voltada ao bem-estar da moradora, equipada com bancada de trabalho, poltrona de leitura e um móvel de TV mais leve do que o original.

Uma obra de arte feita sob medida completa a composição, pensada para o recorte exato da parede e para reforçar a identidade visual que se repete no restante do apartamento. A troca de função do cômodo mostra como o projeto tratou a suíte como extensão do uso diário da moradora, e não apenas como local de dormir.
Escritório vira closet com marcenaria planejada
O espaço que antes funcionava como escritório passou por conversão completa e hoje abriga o closet da casa. A marcenaria planejada organiza todo o armazenamento, com portas de vidro reflecta que fecham os módulos sem esconder a iluminação do ambiente.

Uma bancada foi instalada sob a janela para aproveitar a luz natural que entra no cômodo, reduzindo a dependência de iluminação artificial durante o dia. No centro do closet, um banco estofado dá suporte prático para calçar sapatos e provar roupas, função que costuma faltar em projetos de armário sem esse tipo de planejamento.
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