Um gazebo mal planejado acaba virando depósito de móveis em pouco tempo de uso. Já um solário mal ventilado vira uma verdadeira estufa em uma tarde ensolarada. A diferença entre um espaço externo que a família usa toda semana e outro que só aparece nas fotos do lançamento está quase sempre no teto, no material da estrutura e no mobiliário escolhido, não no tamanho do terreno.
Seja no calor do verão, na temperatura amena do outono ou no ar perfumado da primavera, aproveitar os espaços ao ar livre em casa cumpre um papel duplo: relaxamento para quem mora ali e momentos de convívio para quem visita. Para isso, a arquitetura conta com um recurso que prioriza essa conexão com as áreas externas sem abrir mão do conforto, os solários e gazebos.
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“Gosto deles justamente por serem plurais e capazes de sempre elevar o bem-estar daqueles que ali estão”, diz a arquiteta Patricia Penna, responsável pelo escritório Patricia Penna Arquitetura & Design. Nos projetos de residências que realiza, ela aprecia acrescentar o elemento que comporta diferentes propostas e a composição por diferentes materiais.
“Os gazebos e solários tanto são propícios para reunir pessoas em encontros descontraídos, como para servir petiscos em complemento da área gourmet”, diz a profissional sobre as possibilidades que atribui aos ambientes.
Teto de vidro: luz natural sem abrir mão da proteção
O primeiro ponto de decisão em qualquer projeto de solário é o fechamento superior. Um material bastante comum, e uma ótima escolha, é o vidro, pois além de resguardar da chuva, permite a entrada de iluminação e amplia a conexão com o céu.

Aqui entra um detalhe técnico que faz diferença real no dia a dia: o filtro UV. A arquiteta revela preferência pelo material com essa proteção, para barrar os raios solares mais intensos sem perder a luminosidade. “Sem contar que deixa o tempo de estar no gazebo ainda mais agradável”, acrescenta.
Neste projeto assinado por Patricia Penna, com ares de living, a sustentação metálica foi complementada pelo fechamento de vidro no teto. Ao redor, tamareiras, guaimbês, helicônias, jasmins manga e lavanda compõem o paisagismo da área externa. Para quem busca mais flexibilidade, existe ainda a cobertura retrátil automatizada, que se fecha ou se abre conforme o desejo dos moradores.
“Esse mecanismo oferece uma expansão para o uso dos solários e gazebos, pois a depender do sistema, até a intensidade da vedação da luz solar pode ser controlada”, destaca Patricia.
Ripado de madeira: sombra sem escurecer o ambiente
Quando o objetivo é reduzir a incidência solar direta sem fechar totalmente o espaço, o ripado de madeira é a alternativa que a arquiteta mais recomenda. O efeito das ripas cria sombra projetada ao longo do dia, sem transformar o gazebo numa área escura o tempo todo.

Num dos projetos da arquiteta, o teto executado com ripas de madeira e estrutura em serralheria acomodou uma ampla mesa redonda, tornando o espaço ideal para refeições, jogos e descontração. Ao redor, próximo da piscina, cadeiras e espreguiçadeiras recebem quem quer tomar sol.
O ponto de atenção aqui é a manutenção. Madeira em área externa exige verniz, tratamento contra cupim e revisão periódica das fixações, principalmente em regiões litorâneas. Para quem não quer entrar nessa rotina, a madeira plástica cumpre a mesma função estética com durabilidade maior e manutenção reduzida, já que não racha nem sofre com a umidade constante.

No mesmo projeto, o deck também foi executado em madeira, garantindo unidade entre a cobertura e o piso e reforçando a leitura arquitetônica do conjunto.
Mobiliário: a peça que decide se o espaço vai ser usado
De nada adianta acertar no teto se o mobiliário para área externa não aguentar sol e chuva. A escolha das peças precisa passar por especificações técnicas específicas, e não pelos critérios de um ambiente interno.

As chaises, por exemplo, trazem conforto e permitem acomodar mais de uma pessoa para leitura ou um dia de sol. Num solário suspenso executado com serralheria e vidro, o móvel foi produzido com trançado de fibras sintéticas, o que entregou uma atmosfera natural ainda mais acolhedora perto da piscina.
Para poltronas e sofás, os tecidos precisam ser impermeáveis ou resistentes à água. Já para a estrutura, fibras sintéticas e corda náutica são apostas certeiras, por resistirem à exposição contínua sem perder a forma. O alumínio também entra como opção sólida de estrutura, já que tem alta resistência, inclusive contra a maresia, e ainda é leve o suficiente para facilitar rearranjos no espaço.
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