Uma pedra de cinco milímetros de espessura consegue vestir um teto, forrar uma embarcação ou revestir um elevador sem sobrecarregar a estrutura. Esse tipo de aplicação, impensável há poucos anos, hoje faz parte do repertório da Paraná Mármores e Granitos, empresa de Colombo, no Paraná, que acaba de inaugurar um novo showroom dedicado a rochas naturais.
O espaço fica no mesmo endereço que já abriga a indústria de beneficiamento da marca há mais de 39 anos, na BR-116, km 85, no bairro Rincão. Mas o conceito é outro. Em vez de uma vitrine tradicional de mármores e granitos, o novo ambiente foi projetado para funcionar como uma galeria, na qual a matéria-prima ocupa o centro da experiência.
Um projeto pensado para a pedra, não ao redor dela
A assinatura do projeto é do Studio Architetonika Nomad, comandado pelo arquiteto Ary Polis Jacobs e pelo decorador Renan Mutao. A dupla partiu de uma premissa simples: tratar a rocha como obra, e não apenas como material de acabamento.
“Elevamos a pedra ao status de arte elaborada pela natureza. Todo o projeto nasce desse princípio, mas sem abrir mão da funcionalidade do espaço. Criamos uma experiência na qual profissionais, consumidores finais e visitantes tenham sempre um elemento focal que desperte inspiração”, conta Mutao.
Essa intenção aparece na forma como o showroom explora escalas diferentes. Há revestimentos em grande formato ocupando pisos, paredes e tetos inteiros, mas também peças esculpidas, como cubas, banheiras e colunas em pedra maciça. O percurso foi desenhado para que o visitante toque, observe os veios e entenda a variação natural de cada bloco antes de pensar em qualquer projeto específico.
Tecnologia que muda o peso da equação
O grande diferencial técnico apresentado no lançamento é a Pietrafina®, tecnologia exclusiva da marca que reduz em até 70% o peso das chapas de mármore e granito. Na prática, isso abre portas que antes estavam fechadas para as rochas naturais.

“Nós conseguimos reduzir a espessura da chapa para apenas 5 milímetros, ampliando muito as possibilidades de uso. Além disso, conseguimos criar translucidez em grande parte dos mármores e granitos, o que é outro grande diferencial tecnológico da Paraná”, destaca Thiago Moraes, gerente comercial da empresa.
A translucidez mencionada por Thiago permite, por exemplo, embutir iluminação atrás de painéis de mármore, criando efeitos de luz que seriam inviáveis em chapas tradicionais, mais pesadas e opacas. É um recurso que já vinha sendo usado em projetos autorais de alto padrão e que agora ganha escala de produção.
Segundo Thiago, o momento reflete uma leitura mais ampla do setor. “O mercado de rochas naturais é muito dinâmico, cíclico e exige renovação. Além da nossa linha própria de mármores e granitos, percebemos a necessidade de ampliar a oferta com novos produtos, oferecendo mais possibilidades para arquitetos, designers de interiores, marmoristas e clientes finais”, explica.
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Da aplicação estrutural ao gesto decorativo
O portfólio apresentado no novo espaço reúne mais de 100 opções entre mármores dolomíticos, travertinos, granitos, sienitos, quartzitos e cristais. A variedade não é apenas numérica: cada categoria de rocha responde a uma necessidade distinta de projeto.
Os quartzitos, por exemplo, vêm ganhando espaço em cozinhas e bancadas por aliarem resistência a um desenho de veios que lembra o mármore, mas com maior durabilidade ao contato com ácidos e calor. Já os travertinos, historicamente associados a fachadas e áreas externas, aparecem hoje também em painéis internos, valorizados pela textura porosa e pelos tons terrosos que conversam com paletas mais quentes na decoração.
Para a designer de interiores Lilian Santos, embaixadora da marca e CEO da Escola do Acabamento, o diferencial da Paraná não está apenas no catálogo de pedras, mas na forma como a empresa constrói sua identidade. “Quando você alinha equipe, valores, uma cultura forte e um olhar constante para a inovação, consegue construir uma empresa de sucesso. Ver essa casa, que eu não consigo chamar de showroom, é um marco muito importante e representa isso”, avalia Lilian.
A observação de Lilian aponta para algo que profissionais de arquitetura e design de interiores sentem na prática: a especificação de uma rocha natural não é só uma decisão estética. Envolve logística, peso estrutural, prazo de fornecimento e suporte técnico durante a obra. Um showroom que reúne essas variáveis num único espaço físico reduz o tempo entre a escolha do material e a viabilidade real do projeto.
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