Chuveiro, aquecedor, toalheiro ligado o dia inteiro, secador de cabelo, secadora de roupas, air fryer e uma panela elétrica. Nos meses mais frios do ano, esses aparelhos entram em ação quase ao mesmo tempo, e é justamente essa combinação que costuma pesar tanto na conta de luz quanto na segurança da instalação elétrica da casa.
Contudo, o problema real não está apenas no volume de uso. Está, principalmente, na forma como a rede elétrica da residência foi projetada para suportar esse volume. Quando a fiação não acompanha a demanda dos equipamentos, surgem dois vilões conhecidos de quem entende do assunto: a sobrecarga elétrica, que é o excesso de corrente circulando além da capacidade do circuito, e a perda elétrica, energia desperdiçada por conta de condutores de má qualidade.
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Prevenir custa menos do que remediar
Antes de pensar em qualquer aparelho novo, o primeiro passo é olhar para dentro das paredes. A instalação é nova? Passou por reforma recente com materiais certificados? Recebeu manutenção preventiva de um profissional qualificado? Essas respostas dizem muito sobre o risco real de sobrecarga em casa.

Para que tudo funcione dentro do esperado, a instalação elétrica precisa seguir a norma NBR 5410, da ABNT, referência para instalações de baixa tensão no Brasil.
“Projeto, mão de obra e materiais. Esse é o tripé de uma instalação durável e segura. Se um desses pontos falhar, inúmeros contratempos podem surgir”, afirma Nelson Volyk, gerente de engenharia de produto da Sil Cabos Elétricos.
É aqui que entram as famosas gambiarras elétricas, reparos malfeitos por quem não tem formação técnica para isso. Segundo Volyk, esse tipo de remendo tem um efeito direto no bolso: “Uma instalação elétrica ruim vai fazer com que o chuveiro gaste mais energia, assim como o aquecedor e os demais itens da casa”.
A qualidade do fio importa mais do que parece
Antes mesmo de escolher os eletrodomésticos, o que realmente define a segurança de uma instalação é o condutor elétrico utilizado. Cabos de cobre certificados, com isolamento adequado à tensão da rede, suportam melhor as variações de carga e reduzem o risco de aquecimento excessivo.

No mercado, dois modelos costumam aparecer com frequência em projetos residenciais: o Cabo FlexSil 750V, com isolação em PVC e boa flexibilidade para instalação, e o Cabo Flexível Silnax 0,6/1kV HEPR 90°C, indicado para situações que exigem maior capacidade de corrente, inclusive em eletroduto enterrado no solo.
“Infelizmente é muito comum encontrar condutores elétricos fora de norma por aí. Na prática, isso significa um produto com menos cobre, ou até mesmo um condutor de alumínio com a cor do cobre por fora dos fios”, explica Volyk.
Menos cobre significa menor capacidade de condução, o que se traduz em perda elétrica na instalação e, consequentemente, em uma conta de energia mais alta.
Além disso, quando o isolamento em PVC não atende às especificações mínimas, ele tende a ressecar em pouco tempo, provocando fuga de corrente. Em circuitos protegidos por DR, o Dispositivo Diferencial Residual, essa fuga costuma se manifestar como um disjuntor que desarma repetidamente, sem motivo aparente para quem não entende de fiação.
Potência alta não é sinônimo de aparelho melhor
É comum associar potência a qualidade, mas essa lógica pode custar caro. Quanto maior a potência de um equipamento, maior a corrente exigida do circuito, e se a fiação não estiver dimensionada para isso, o risco de aquecimento dos condutores, desarme do disjuntor ou até princípio de incêndio aumenta.
Um chuveiro de 4500 W ligado em 220V consome cerca de 20,5 A. Já um modelo de 7500 W pode chegar a 34,1 A. A diferença parece pequena no papel, mas exige circuitos completamente diferentes. “Precisamos de um aparelho elétrico que atenda às necessidades e à voltagem do local. Sendo assim, é errado o pensamento de achar que quanto maior a potência de um equipamento, é melhor para ter em casa”, pontua Volyk.
O mesmo raciocínio vale para secadores de cabelo mais potentes, muitos deles com plugue de 20 A, incompatível com as tomadas de 10 A presentes na maior parte das casas brasileiras. Usar adaptador nesse caso não é solução segura, pois aumenta o risco de sobrecarga.
As air fryers, que se tornaram item quase obrigatório na cozinha, seguem o mesmo padrão de exigência. A maioria pede tomadas de 20 A, algo que boa parte das instalações residenciais ainda não oferece. “O ideal é refazer as instalações das áreas da casa que receberão eletrodomésticos mais potentes com tomadas de 20 A, a fim de garantir a tranquilidade de todos”, complementa Nelson.
Hábitos simples que fazem diferença no consumo
Nem tudo depende de reforma ou troca de fiação. Pequenas mudanças de rotina também ajudam a manter o consumo consciente de energia durante o inverno. Banhos mais curtos poupam água e eletricidade ao mesmo tempo. Deixar o chuveiro ou a torneira aberta sem necessidade só aumenta o gasto à toa.
Vale ainda apagar as luzes ao sair dos ambientes, desligar a TV e o computador quando ninguém estiver usando e manter o toalheiro elétrico ligado apenas durante o uso real. Conferir a vedação da borracha da geladeira também entra na lista, já que uma porta mal fechada obriga o compressor a trabalhar mais do que deveria.
Por fim, a manutenção preventiva da instalação segue sendo o cuidado mais eficaz contra sobrecarga. Identificar pontos de aquecimento antes que virem problema é, na prática, o que separa um inverno tranquilo de uma visita indesejada ao eletricista.
Sobre Sil Cabos Elétricos
A trajetória da Sil Cabos Elétricos começou em 1956 com a fundação da Elétrica Danúbio por Silvio Barone. O sucesso da loja de materiais elétricos levou à expansão do negócio, e, em 1974, ele adquiriu uma pequena fábrica para iniciar a produção de fios e cabos elétricos próprios, dando origem à Sil.
Hoje a Sil é uma empresa nacional de referência no mercado de condutores elétricos de baixa tensão, empregando mais de 700 colaboradores e utilizando tecnologia avançada para garantir a qualidade e eficiência de seus produtos. A empresa transforma cobre de alto grau de pureza e utiliza compostos isolantes específicos para a produção de cabos para instalações elétricas de até 1 kV, atendendo a projetos residenciais, comerciais e industriais. Além disso, oferece soluções como cabos para solda, dados e sistemas fotovoltaicos.
Em 2022 a Sil atingiu um volume de produção equivalente a 22 voltas ao redor da Terra, evidenciando sua grande capacidade produtiva. Ao celebrar 50 anos em 2024, a Sil continua a ser reconhecida por sua excelência com prêmios como o Anamaco, ABREME, Top of Mind e Melhor Produto do Ano pelo Grupo Revenda. Em 2024 e 2025 foi reconhecida pelo Instituto MESC sendo a Melhor Empresa do Ano em seu segmento em Satisfação do Cliente, ficando entre as 100 Melhores Empresas do Brasil e como uma das empresas em destaque em Qualidade.
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