Há algo de revelador no fato de uma cidade com pouco mais de 30 mil habitantes ter encerrado 2025 com um Valor Geral de Vendas que rivaliza com os grandes centros do mercado imobiliário brasileiro. Porto Belo, no litoral norte de Santa Catarina, registrou R$ 3.811.210.235,96 em VGV negociado ao longo do ano — crescimento superior a 32%, segundo dados da DWV, plataforma especializada em inteligência de mercado imobiliário. O número, por si só, já seria suficiente para reposicionar a cidade no radar nacional. Mas o que está por trás dele é ainda mais relevante.
A Costa Esmeralda — microrregião que reúne Porto Belo, Itapema e Balneário Camboriú — vive um ciclo de valorização que não é fruto do acaso. A saturação dos mercados vizinhos e a escalada dos preços do metro quadrado em Balneário Camboriú, uma das cidades com o m² mais caro do Brasil fora de São Paulo e Rio, empurrou investidores e novos moradores para Porto Belo com uma força que o setor não havia antecipado nessa escala. O resultado: uma demanda aquecida, terrenos valorizados e projetos de alto padrão construtivo que chegam com uma proposta visual e funcional muito além do que a cidade oferecia há uma década.
Quando a natureza vira ativo financeiro
O grande erro de quem analisa Porto Belo de fora é enxergá-la apenas como um transbordamento geográfico de Balneário Camboriú. A cidade tem identidade própria: praias de água mais calma, paisagismo exuberante, uma escala urbana que ainda permite qualidade de vida real — sem o adensamento que já preocupa os municípios vizinhos. Essa combinação é, em si, um produto imobiliário. E o mercado aprendeu a precificá-la.
Os projetos que mais avançaram em VGV na cidade são justamente aqueles que integraram arquitetura ao entorno natural, trabalharam a implantação nos terrenos com cuidado topográfico e entregaram ao comprador uma experiência estética que justifica o investimento. O design de interiores dos empreendimentos de maior desempenho já nasce orientado para a valorização — com uso de materiais naturais, volumes generosos, integração entre áreas internas e externas e acabamentos que dialogam com a paisagem costeira.
A construtora que transformou valorização em metodologia
Nesse cenário, a Thozen Construtora e Incorporadora se consolidou como o principal case de desempenho da região. Com histórico de R$ 400 milhões em VGV, a empresa vendeu 100% de seus empreendimentos antes da entrega — dado comercial e termômetro de confiança do setor. A valorização média de seus projetos chegou a 94,6% em 42 meses, superando a rentabilidade da renda fixa em um período em que a Selic permaneceu elevada. Esse resultado é fruto de método construtivo, curadoria de localização e leitura precisa do perfil do comprador.
“O dado de R$ 3,8 bilhões apresentado pela DWV chancela Porto Belo como o mercado mais estratégico do Sul do país. Nossa tese sempre foi entregar segurança patrimonial e retornos consistentes, comprovada com a valorização de quase 95% em nossos residenciais. Agora, o foco é investir em infraestrutura: o salto demográfico exige mais que luxo. Por isso, lideramos a construção do novo complexo hospitalar e trouxemos tecnologia, como o aplicativo Thozen Invest, para blindar o crescimento com serviços e transparência”, avalia Magnos Franzen de Souza, proprietário da Thozen.
A projeção para os próximos cinco anos de R$ 4 bilhões em VGV, é um compromisso que exige, necessariamente, que a cidade cresça junto. É exatamente aí que o olhar da Thozen se amplia para além da incorporação.
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Infraestrutura como pilar do luxo sustentável
O grande erro de mercados que crescem rápido demais é negligenciar a infraestrutura urbana enquanto empilham lançamentos. Porto Belo, ao que tudo indica, está tentando escapar dessa armadilha. Um dos movimentos mais expressivos nesse sentido é a liderança da Thozen na construção de um complexo hospitalar com aporte estimado em R$ 200 milhões — o maior investimento em saúde já registrado na Costa Esmeralda.
A lógica é direta: um município que recebe um fluxo crescente de novos moradores fixos, e não apenas veranistas, precisa de serviços de saúde de qualidade para se consolidar como destino permanente. A ausência de um hospital de referência local era, até agora, o principal argumento contra a fixação definitiva de famílias de alta renda na cidade. Com essa lacuna endereçada, o perfil do comprador tende a mudar — de investidor puro para morador qualificado, o que por sua vez retroalimenta a valorização dos imóveis de alto padrão.
Tecnologia integrada ao produto imobiliário
Outro diferencial que merece atenção é a incorporação de tecnologia construtiva e de gestão como parte do produto — e não como acessório de marketing. Os empreendimentos mais recentes da região já incorporam robôs-concierge, sistemas de segurança por Inteligência Artificial e automação residencial que vai além do controle de iluminação e temperatura.
Paralelamente, a Thozen lançou o Thozen Invest, aplicativo que permite ao comprador monitorar a valorização do seu imóvel em tempo real. A ferramenta é um sinal claro de que o comprador de alto padrão de 2025 não quer apenas um apartamento bonito — ele quer transparência, dados e a sensação de que seu patrimônio está sendo gerido com inteligência. Integrar essa camada de tecnologia ao produto imobiliário é, cada vez mais, um critério de design de produto, não apenas de engenharia.
O que Porto Belo diz sobre o futuro do luxo no Brasil
Há uma tendência clara que Porto Belo está materializando antes de muitos mercados maiores: o luxo brasileiro está se descentralizando. O comprador de alta renda aprendeu, nos últimos anos, que qualidade de vida, arquitetura de alto padrão e retorno financeiro coexistem fora dos grandes eixos urbanos, desde que a infraestrutura acompanhe. São Paulo e Rio seguem relevantes, e o movimento de Porto Belo reflete uma expansão do mercado, não uma migração dele.
A Costa Esmeralda é, hoje, uma das provas mais concretas dessa tese. E Porto Belo, com seus R$ 3,8 bilhões em VGV, um complexo hospitalar em construção e projetos que entregam quase 95% de valorização em três anos e meio, está escrevendo um capítulo novo no mapa do mercado imobiliário de luxo nacional — silenciosamente, mas com números que falam alto.





