Aquele fio aparente que fica por de trás de uma televisão é um dos detalhes que mais denunciam um projeto malfeito. E o hábito de esconder isso escolhendo um painel de TV para sala virou quase que automático, como se fosse a única saída para esconder tomada, cabo HDMI e fiação de som.
Contudo, existe uma diferença enorme entre esconder os fios dentro de uma estrutura de madeira e simplesmente eliminá-los da composição. E a s segunda opção, é o que realmente deixa a parede limpa, sem volume extra, sem sombra projetada e sem aquele efeito de “caixa” atrás do aparelho. E o processo para chegar nesse resultado tem nome, técnica e ordem de execução.
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Por que o painel de TV para sala deixou de ser a única solução?
Durante anos, o painel de TV cumpriu uma função prática, ajudando a esconder a bagunça de cabos entre a tomada e o televisor. O problema é que essa alternativa consome espaço, exige marcenaria e, em ambientes pequenos, acaba pesando visualmente numa parede que poderia ficar livre.
Uma opção que vem ganhando força entre projetos residenciais é embutir a fiação diretamente na alvenaria, deixando a TV direto na parede, sem moldura, sem nicho e sem qualquer estrutura de apoio visível. O efeito visual muda completamente: a televisão parece flutuar, e a parede se comporta como um plano único, sem cortes.
Eletrofita, sem quebrar a parede
A opção mais prática, e também a mais rápida de executar, dispensa qualquer tipo de quebra-quebra. “A eletrofita conduz a energia de um ponto a outro sem a necessidade de quebrar a parede”, explica a arquiteta Clarice Maggi. Trata-se de uma fita adesiva eletrocondutora que gruda diretamente na superfície e leva a corrente do ponto de energia existente até a altura onde a TV será instalada.

A instalação é fácil de fazer, a besta medir o trajeto necessário, colar a fita na parede e, antes de fechar tudo com massa corrida, aplicar uma telinha emborrachada de proteção sobre a eletrofita, para evitar qualquer risco elétrico. “É uma fita adesiva eletrocondutora, ou seja, ela gruda na parede e conduz a energia de um ponto pro outro”, reforça Clarice.
No ponto final, onde ficará o novo plugue, o mais indicado é usar uma tomada de sobrepor, o que evita embutir caixinha elétrica e reduz ainda mais a necessidade de abrir a parede. Depois disso, é massa, lixa e pintura. A superfície fica lisa, sem qualquer indício de que existe fiação ali dentro.
Tubo de PVC embutido, para quem aceita um pouco de sujeira
A segunda alternativa exige mais trabalho de obra, mas entrega o acabamento mais seguro entre as duas. Aqui, a fiação passa por dentro de um tubo de PVC embutido na parede, que funciona como um duto entre o ponto de energia original e a altura ideal para a televisão. “Um tubo de PVC embutido na parede, ele funciona nada mais nada menos como um túnel mesmo”, descreve a arquiteta.

O processo envolve abrir um rasgo na alvenaria, posicionar o tubo, passar os cabos por dentro dele e só então fechar tudo novamente com massa e pintura. Diferente da eletrofita, esse método permite passar mais de um fio pelo mesmo trajeto, o que é útil quando o projeto inclui som ambiente, soundbar ou qualquer outro equipamento além da própria TV.
Segundo Clarice Maggi, “essa aqui é a melhor opção que dá melhor acabamento e deixa os fios totalmente escondidos”. A ressalva fica por conta da execução: há quebra de parede, gera entulho e demanda mais tempo de obra do que a eletrofita.
Qual técnica escolher no lugar do painel de TV para sala?
A escolha entre as duas depende basicamente do estágio da obra e da disposição para lidar com reparo de alvenaria. Reformas em andamento, com a parede ainda aberta, favorecem o tubo de PVC embutido, já que o acabamento final costuma ser mais duradouro e comporta maior quantidade de fiação. Já em ambientes prontos, onde qualquer intervenção precisa ser rápida e limpa, a eletrofita resolve sem gerar transtorno.
Em ambos os casos, o resultado dispensa o painel de TV para sala tradicional. A parede permanece um plano contínuo, a TV fica direto na parede, sem moldura ao redor, e a fiação desaparece dentro da própria alvenaria. Para quem valoriza um projeto de decoração de interiores mais enxuto, essa é a diferença entre uma parede que carrega um móvel a mais e uma parede que simplesmente sustenta a tela, sem nenhum elemento extra pedindo atenção.
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