Água, calor e sujeira formam a combinação mais exigente que existe dentro de uma casa, e é exatamente essa combinação que define a cozinha. Por isso, um material que funciona perfeitamente no quarto ou na sala pode se transformar em problema em poucos meses ali dentro.
A arquiteta Aline Lobo reuniu quatro escolhas que aparecem com frequência em reformas e projetos de cozinha, mas que não resistem à rotina do ambiente.
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Bancada de MDF
O MDF tem espaço garantido na marcenaria de uma cozinha bem projetada. O problema começa quando ele sai dos armários e vai para a superfície que recebe água, faca, panela quente e pano de limpeza o dia inteiro: a bancada.

“O MDF só é adequado na cozinha para os gabinetes, não para a bancada, pois não é resistente à água. Quando constantemente exposto à água, umidade, o MDF pode inchar, deformar e até se desfazer. Seu material de acabamento também não suporta bem o calor direto e pode ser facilmente danificado por objetos afiados”, explica Aline Lobo.
Ou seja, o mesmo material que garante custo mais baixo nos armários planejados vira sinônimo de retrabalho quando usado na bancada. Granito, quartzo, porcelanato ou mármore continuam sendo as opções que realmente aguentam o uso diário desse ponto da cozinha.
Tinta à base de óleo
Na hora de pintar a cozinha, a tinta com base óleo ainda tenta convencer pela promessa de limpeza fácil. Só que essa vantagem tem prazo de validade.

“Apesar da fácil manutenção, ela tende a amarelar com o tempo. Em vez disso, prefira tintas acrílicas à base de água, que são mais duradouras e adequadas a este ambiente”, orienta a arquiteta.
O calor do fogão, a fumaça e a variação de temperatura da cozinha aceleram esse amarelamento, e o que parecia branco puro no dia da entrega da obra vira um tom amarelado dentro de poucos meses. A tinta acrílica resolve esse problema porque foi desenvolvida justamente para lidar com umidade e variação térmica sem perder o acabamento.
Papel de parede sem resistência
O papel de parede ganhou espaço de volta na decoração e também aparece em cozinhas, funcionando bem em pontos decorativos. O erro está em usar qualquer tipo de papel em qualquer lugar do ambiente.

“Não use papéis de parede com base de celulose na cozinha. Aliás, não use esse tipo de papel em lugar nenhum da casa, pois eles sujam e rasgam facilmente. Se quiser realmente usar papel de parede na cozinha, não use na parede da bancada de uso principal, e utilize aqueles que você pode passar um paninho e limpar, pois são resistentes”, afirma Aline Lobo.
Esse cuidado muda completamente o resultado do projeto. O papel lavável, posicionado longe do fogão e da pia, se torna um elemento decorativo interessante. Já o papel de celulose colado bem atrás da bancada principal tende a se soltar e manchar rapidamente com a gordura e o vapor da cozinha.
Carpete: fora de questão nesse ambiente
Entre os quatro erros, o carpete é o mais fácil de evitar, porque a própria função do material já entra em conflito direto com a rotina da cozinha.

“Carpetes definitivamente não são adequados para cozinha por sua capacidade de absorver líquidos e acumular sujeira. Não utilize”, reforça a arquiteta.
A fibra do carpete retém gordura, resíduos de alimento e umidade, o que favorece o acúmulo de sujeira e o aparecimento de odores. Pisos de porcelanato, vinílico ou cimentício continuam sendo as alternativas indicadas para quem busca conforto visual sem comprometer a higiene do espaço.
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