Todo projeto de decoração de interiores chega a um ponto em que o sofá está certo, o tapete está certo, os quadros estão pendurados e, ainda assim, alguma coisa parece incompleta. Esse vazio quase nunca se resolve com mais móveis grandes. Ele se resolve com os pequenos objetos que raramente entram na lista de prioridades na hora da compra.
São peças de apoio, baratas e versáteis, que cumprem uma função parecida com a de um tempero na cozinha: sozinhas não sustentam o prato, mas fazem toda a diferença no resultado final. A seguir, três exemplos que funcionam em praticamente qualquer estilo de casa.
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O banquinho como peça coringa da decoração
O banquinho é um dos itens mais subestimados quando o assunto é decoração de ambientes. Ele preenche aquele espaço vazio ao lado do sofá, funciona como mesa lateral improvisada, apoia uma planta, uma pilha de livros ou uma bandeja de café. E se adapta a praticamente qualquer cantinho da casa, da sala ao quarto.

O grande erro aqui é achar que o banquinho precisa combinar exatamente com a madeira dos outros móveis do cômodo (e não precisa!). Aliás, quando ele destoa levemente do restante, cria um ponto de contraste que dá mais personalidade ao ambiente, evitando aquele efeito de conjunto “tudo igual” que deixa a decoração previsível.
Um exemplo clássico dentro do design de interiores brasileiro é o banquinho Mocho, do designer Sergio Rodrigues. A peça, simples e escultural, resume bem o que se espera de um bom coadjuvante: discrição, funcionalidade e presença visual sem exagero.
Cestos: organização que também é decoração
Os cestos costumam ser comprados por necessidade prática, para guardar mantas, brinquedos, produtos de banheiro, e acabam se revelando um dos itens mais eficientes de decoração de ambientes. Isso porque, além de organizarem, trazem textura para o espaço, algo que móveis lisos e superfícies retas normalmente não conseguem entregar sozinhos.

Funcionam bem no banheiro, guardando toalhas ou produtos de higiene. Na sala, acomodam mantas dobradas ou revistas. E também servem como cachepôs, escondendo o vaso plástico das plantas com um material mais nobre visualmente.
O que realmente faz a diferença nesse item é o material. Cestos de fibras naturais, como junco, vime ou palha, trazem um ar rústico e ao mesmo tempo sofisticado, equilibrando ambientes muito lisos ou muito frios visualmente. Em projetos que misturam elementos modernos com toques naturais, essa textura orgânica costuma ser o detalhe que fecha a composição.
Vaso de vidro transparente: o item que não compete com nada
O terceiro item da lista é o mais discreto de todos: um pequeno vaso de vidro transparente. Isolado, ele passa quase despercebido. Mas colocado ao lado de outros objetos, sobre uma bandeja, numa estante ou no centro da mesa, ele completa a cena sem disputar atenção com nenhum outro elemento.

O vidro tem essa vantagem sobre a cerâmica e a madeira: por ser transparente, não introduz uma nova cor nem uma nova textura pesada ao ambiente. Ele reflete a luz, se acomoda entre outros objetos e ajuda a criar profundidade visual, principalmente quando usado em composições com dois ou três itens de alturas diferentes.
Cuidado com o excesso, porém. Um vaso de vidro sozinho, num móvel muito vazio, tende a parecer esquecido ali. O segredo está em compor: colocar ao lado de um livro, de uma vela ou de um objeto de cerâmica cria o contraste de materiais que faz a peça funcionar.
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