O vapor do chuveiro e a água que respinga para fora do box alcançam o piso, o rodapé e as paredes do banheiro inteiro, não apenas o ponto onde a ducha cai.
Como o revestimento esconde a laje, qualquer falha na impermeabilização do banheiro só aparece meses depois, em forma de mancha, mofo ou infiltração, quando consertar já significa quebrar o porcelanato.
Na reforma de banheiro, a etapa entra antes de qualquer revestimento, e cada superfície pede um cuidado diferente. A dúvida mais frequente de quem acompanha a obra é até onde a proteção precisa chegar, sobretudo na parede do chuveiro.
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Piso inteiro, rodapé do box e paredes molhadas entram na conta
Muita gente associa a proteção apenas ao box, mas o piso inteiro costuma ser tratado, incluindo o rodapé do box, onde a água se acumula e o encontro entre piso e parede concentra o maior risco de infiltração.
Deixar o restante do chão sem proteção significa confiar que nenhuma água vai passar do limite do vidro, o que não acontece em banheiro de uso diário.
Nas paredes, a proteção costuma subir mais na região do chuveiro do que no resto do ambiente. A altura exata varia conforme o projeto e a orientação do fabricante, por isso o melhor é definir esse limite com quem conduz a obra antes de começar a aplicação.
Manta líquida no piso, impermeabilizante antimofo nas paredes
Nas áreas com contato direto com a água, como o piso e o box, é comum usar manta líquida, que forma uma camada contínua depois de seca.
Como essa camada não tem emendas, a água encontra menos caminhos para chegar à laje, e a aplicação segue o número de demãos e o intervalo de secagem que o fabricante indica na embalagem.
Já as paredes internas sujeitas a mofo recebem impermeabilizante específico para banheiro, do tipo antimofo, aplicado antes do assentamento.
Cantos, ralo e passagens de tubulação pedem atenção extra durante o serviço, porque são os pontos em que a camada tem mais chance de falhar.
Caimento e ralo trabalham juntos
A impermeabilização protege a laje, mas a água ainda precisa de um caminho para sair. O contrapiso deve ter caimento em direção ao ralo, evitando poças que ficam paradas sobre as juntas do revestimento e acabam encontrando passagem para a camada de baixo.
O encontro do ralo com a camada impermeável também merece acabamento cuidadoso, já que é por ali que a água circula todos os dias.
Teste de estanqueidade antes de assentar o piso
Depois da aplicação e do tempo de secagem indicado na embalagem, é comum fazer o teste de estanqueidade. Com o ralo vedado temporariamente, o piso recebe uma lâmina de água, que permanece por alguns dias. Se o nível baixa ou surge umidade no teto do andar de baixo, há uma falha a corrigir.
Esse é o momento mais simples e barato para encontrar o problema, porque o piso ainda está exposto e o reparo se resume a refazer a aplicação no ponto afetado. Depois do porcelanato assentado, a mesma falha exige quebra e retrabalho.
Argamassa e rejunte adequados ao ambiente molhado
A escolha de argamassa e rejunte para área molhada também faz parte do conjunto, porque são eles que fecham as juntas depois da impermeabilização.
Para porcelanato e outros revestimentos existem versões indicadas para ambientes úmidos, e a embalagem informa se o produto serve para o tipo de peça e para o local de uso.
O rejunte fica exposto à água todos os dias, então a qualidade dele pesa tanto quanto a da camada impermeável que está por baixo.
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