A mostra montada na entrada do Centro de Eventos da Fiep, em Curitiba, reúne móveis e peças de design selecionados para o Prêmio Design da Movelaria Nacional e dá ao visitante, antes de qualquer palestra, uma leitura direta do que a indústria brasileira vem desenhando para as casas.
A exposição abre a 13ª edição do Congresso Nacional Moveleiro, que começou na quarta-feira (4) e termina nesta quinta (5). O encontro é voltado a quem produz e vende, mas parte do que se discute ali chega ao morador na forma de sofás, mesas e poltronas que ocupam as salas e varandas.
Entre os debates, o que mais interessa a quem decora trata do modo como o brasileiro usa a casa e dos materiais que a indústria nacional tem à mão para atender esse uso. E a discussão começa justamente pelo jeito de morar.
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O que o morador brasileiro pede ao móvel?
A pesquisadora de brasilidades Néli Pereira, que abriu a programação de palestras, tratou da presença chinesa no mercado de móveis e do que a indústria nacional pode fazer diante dela. Segundo Néli, a China leva escala, variedade de produtos e customização, e o Brasil pode adotar essa forma de vender sem abrir mão do conteúdo próprio.
O diferencial dos fabricantes daqui, na avaliação dela, está em conhecer o costume de receber visitas em casa e de valorizar ambientes dedicados ao descanso e ao lazer.
Para quem monta a própria sala, o recado prático é priorizar assentos que acomodem bem quem chega, como sofás com módulos e poltronas extras, e reservar um canto para o descanso, com poltrona ou chaise e uma luminária de apoio. Em apartamentos compactos, esse canto rende mais quando fica perto de uma janela.
Corda, palha e fibras naturais
Entre os exemplos citados na palestra estão o uso de cordas, palhas e fibras naturais, materiais presentes na produção nacional. Nos projetos de interiores, essas texturas costumam entrar em encostos, assentos, tampos e cestarias, e ajudam a quebrar a frieza de superfícies lisas como o porcelanato e o laminado.
Combinam bem com madeira clara, linho e paletas de tons terrosos. A manutenção pesa na escolha. A palha e a corda ressecam e desfiam com sol direto e sofrem com umidade, por isso rendem mais em salas ventiladas e longe de janelas sem cortina.
Em varandas abertas, prefira versões sintéticas trançadas, que imitam a trama natural e aguentam chuva e calor.
Quem pode ir e como se inscrever?
A expectativa dos organizadores é reunir mais de 1.500 inscritos nos dois dias. O evento é realizado pela Fiep e pela Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), e o presidente da entidade, Irineu Munhoz, descreve a proposta como um espaço para toda a cadeia, da produção da madeira à venda do móvel no comércio.
A programação desta quinta inclui painéis sobre inteligência artificial, vendas digitais, eficiência operacional e comércio exterior, além de rodadas de negócios e visitas técnicas. A mostra de design, por sua vez, interessa também a quem visita só para ver as peças.
Serviço
13º Congresso Nacional Moveleiro
Local: Centro de Eventos da Fiep, Curitiba
Datas: 4 e 5 de novembro
Entrada gratuita, com inscrição pelo site congressomoveleiro.com.br
Realização: Fiep e Abimóvel
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