Banheira no meio do quarto, moto dentro da sala e estúdio profissional no corredor de casa. À primeira vista, parece uma lista de excentricidades. Na prática, é uma casa projetada com uma lógica muito específica: eliminar qualquer motivo para sair.
O casarão de Juliette Freire na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi pensado para ser autossuficiente. Academia, área gourmet, piscina, estúdio para fotos e garagem integrada à sala — tudo dentro do mesmo projeto, sem que nenhum desses elementos pareça um anexo improvisado. Esse equilíbrio é exatamente o que diferencia uma casa funcional de uma casa sobrecarregada.
A banheira de imersão livre posicionada dentro da suíte, sem porta ou antecâmara, é a escolha mais reveladora do projeto. Comum em resorts e hotéis boutique, esse recurso só funciona quando o restante do ambiente foi planejado junto — iluminação unificada, piso que transita entre seco e molhado sem ruptura visual, mobiliário que trata a peça como ponto focal. Do contrário, vira apenas uma banheira no lugar errado.
A garagem para motos integrada à sala segue a mesma lógica: é uma decisão pessoal que exige resposta técnica. Ventilação, resistência do piso e continuidade estética com o restante do ambiente são pontos que o projeto precisa resolver antes de qualquer foto ficar bonita.
Do lado de fora, área gourmet e piscina no mesmo eixo visual formam uma das configurações mais pedidas em residências de alto padrão — e por um motivo prático simples: a circulação durante um encontro com amigos flui sem zonas mortas entre uma área e outra.
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