A capivara virou símbolo de Curitiba nos últimos anos, estampando camisetas, ímãs de geladeira e, agora, enfeites de Natal. A artesã Mônica Farias Mota transforma o bicho em pelúcia desde que percebeu o potencial do tema na cidade, e neste ano apresenta a capirrena: uma mistura entre a capivara e a rena que puxa o trenó do Papai Noel, com chifres costurados sobre o corpo arredondado do roedor.
A ideia nasceu em 2024, quando Mônica testou a primeira versão da peça e deixou o projeto guardado. Em junho deste ano, a prefeitura anunciou um trenó puxado por capirrenas como símbolo da decoração natalina da cidade, e a artesã resgatou o desenho, revisando proporções e acabamento para uma versão mais elaborada.
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Do bicho de pano à peça de colecionador
Mônica começou no artesanato fazendo bonecas de pano e pelúcias variadas, sem foco definido. A virada veio quando a capivara ganhou popularidade em Curitiba: ela passou a se dedicar só a esse animal, variando tamanho e modelo conforme o público e a época do ano.

Na feira Quilt & Craft deste ano, a artesã apresentou uma capirrena com mais de um metro de altura, vendida rapidamente para uma loja de souvenirs da cidade.
A peça grande funciona como demonstração de técnica — manter a proporção de uma pelúcia nessa escala exige reforço estrutural interno, algo que boneca pequena não precisa.

As peças menores, voltadas para venda direta ao público, ficam concentradas na Feira do Largo da Ordem, aos domingos no Centro Histórico, e na Feira Especial da Praça Osório, que recebe reforço de produção justamente no período que antecede o Natal.
Enfeite com identidade local como tendência de decoração natalina
A procura por esse tipo de peça em lojas de Curitiba cresce junto com a consolidação do Natal da cidade como destino turístico de fim de ano.
Para quem decora a casa fugindo do enfeite industrializado, a capirrena representa um movimento maior: o artesanato com identidade regional ocupando espaço que antes era só de bola de Natal genérica e boneco de neve importado.
Mônica também dá aula voluntária no Liceu de Ofícios Criativos, repassando a outros artesãos as técnicas de corte e costura da pelúcia. Para ela, ensinar funciona como atualização constante do próprio trabalho — quem ensina a técnica revisita o processo e encontra formas de melhorá-lo.
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