Campo Grande não é mais apenas o bairro mais populoso do Brasil. É também o cenário de uma das apostas urbanísticas mais ambiciosas do Rio de Janeiro nos últimos anos. Enquanto a prefeitura entrega obras de expansão viária e avança nas obras do primeiro túnel da história do bairro, o mercado imobiliário responde com um projeto que vai além da entrega de unidades residenciais: o Cidade Sete Sóis, da MRV, que em março lança seu segundo empreendimento, o Ipê Amarelo.
O complexo ocupa uma área de quase 378 mil m² e foi planejado para abrigar cerca de 24 mil moradores ao longo de dez anos, com previsão de aproximadamente seis mil unidades. O primeiro empreendimento do projeto, o Residencial Bálsamo, começou suas obras no ano passado e teve a maior parte das unidades comercializadas rapidamente, o que confirma a demanda reprimida por moradia qualificada na região.
O que muda com o Ipê Amarelo
O Ipê Amarelo segue a mesma proposta do Bálsamo, mas avança na consolidação do modelo de bairro integrado. O empreendimento traz uma estrutura de lazer completa: salão de festas, espaço gourmet, playground, pet place, piscina adulto e infantil, prainha, copa, gazebo, espaço funcional, bicicletário e vestiários. Além disso, conta com áreas destinadas a lojas e apoio comercial, reforçando o conceito de que o morador encontra serviços essenciais sem sair do complexo.
Parte significativa das unidades está enquadrada no programa Minha Casa Minha Vida, o que amplia o acesso ao projeto para diferentes faixas de renda. Essa combinação entre infraestrutura de qualidade e financiamento acessível é justamente o que diferencia o Sete Sóis de empreendimentos convencionais da Zona Oeste.
“O Sete Sóis Campo Grande é um projeto inédito na região. O objetivo é estimular um modelo de crescimento urbano mais inteligente, que valorize o território, reduza deslocamentos e amplie o acesso a oportunidades. Os empreendimentos que integram o complexo, a exemplo do Ipê Amarelo, permitem que as pessoas ganhem tempo e bem-estar, além de fortalecer a conexão com o lugar onde vivem”, afirma Alexandre Boffoni, diretor de Desenvolvimento Imobiliário da MRV no Rio de Janeiro.
Os sete pilares que organizam o projeto
O Cidade Sete Sóis não é um condomínio comum. Ele se apoia em sete pilares que estruturam sua concepção urbanística: Viva Verde, Segurança, Desenvolvimento Urbano, Mobilidade e Acessibilidade, Comodidades, Boa Vizinhança e Tecnologia. Juntos, esses eixos traduzem o conceito de smart city aplicado à escala do bairro planejado.
Na prática, isso significa que o complexo viabiliza melhorias que extrapolam seus limites físicos. O projeto prevê revitalização da malha viária, abertura de ruas, recuperação de áreas verdes, implantação de praças e criação de espaços públicos, além de soluções em mobilidade urbana e acessibilidade. Ou seja, a vizinhança direta também sente os efeitos do investimento.
O conceito de cidade de 15 minutos é aplicado ao projeto: serviços, comércio, lazer e áreas de convivência devem estar a poucos passos de casa. Aliado ao fácil acesso ao transporte coletivo e às conexões viárias com o restante da cidade, o Sete Sóis posiciona Campo Grande como um território capaz de oferecer qualidade de vida sem depender do deslocamento constante para outras regiões do Rio.
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Campo Grande em transformação
O lançamento do Ipê Amarelo acontece em um momento em que Campo Grande concentra as maiores intervenções urbanas de sua história recente. Em janeiro deste ano, a prefeitura entregou a expansão da Estrada do Tingui até a Avenida Brasil, criando uma ligação direta entre o bairro e um dos principais eixos viários da capital fluminense. A intervenção reorganizou o fluxo local e reduziu o tempo de deslocamento para quem usa automóvel.
Ainda mais expressivo é o andamento das obras do túnel sob o Morro Luís Bom, o primeiro da história de Campo Grande. A estrutura conta com duas galerias paralelas, com 566 e 513 metros de extensão, conectando inicialmente a Estrada da Caroba à Estrada da Posse. O primeiro trecho deve ser inaugurado em breve. Na etapa seguinte, a ligação será estendida até a Avenida Brasil, com duas pistas de rolamento, cada uma com mais de três metros de largura, além de ciclovia.
Esse conjunto de obras integra o Plano de Mobilidade de Campo Grande e representa uma das transformações mais relevantes da Zona Oeste nas últimas décadas. Para quem acompanha o mercado imobiliário, a leitura é direta: infraestrutura nova significa valorização imobiliária consistente nos próximos anos.
“Campo Grande vive um momento consistente de transformação urbana. São avanços que impactam diretamente a qualidade de vida e fortalecem o potencial de valorização imobiliária da região. A MRV acompanha esse movimento de forma estratégica, lançando empreendimentos com infraestrutura completa, inseridos em um território que tende a se consolidar ainda mais nos próximos anos”, reforça Boffoni.
Um novo padrão para a Zona Oeste
O Cidade Sete Sóis representa uma mudança de mentalidade sobre o que é morar bem na Zona Oeste do Rio. O projeto demonstra que planejamento urbano, acesso a serviços e qualidade construtiva não são exclusividade dos bairros da Zona Sul ou da Barra da Tijuca. Com o lançamento do Ipê Amarelo em março, o complexo avança para sua segunda fase e consolida Campo Grande como um dos territórios com maior potencial de transformação da cidade nos próximos anos.





