Decoração 2026: o minimalismo exagerado perdeu força e veja o que está mudando dentro das casas

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Por quase dez anos, a receita se repetiu em praticamente todo projeto: paredes claras, poucos objetos e a máxima de que menos é sempre mais.

O problema nunca foi o minimalismo em si, mas a cópia sem critério. 

Depois do isolamento social, a casa passou a ser vista como abrigo emocional, não só como ambientes bem resolvidos no papel.

Isso explica a volta da cor e da textura em cômodos que antes pareciam quase clínicos, reconectando os moradores com identidade, raízes e memória afetiva.

A base neutra não precisa ser descartada. Ela continua sendo ponto de partida sólido, e o ajuste está no que se soma a ela, não no que se elimina do projeto.

Terracota, argila, verde oliva, vinho e ameixa ganham espaço em grandes superfícies e detalhes pontuais, ao lado de cortinas encorpadas, tapetes grandes e iluminação indireta.

Misturar épocas evita o efeito "casa calculada demais": sofá contemporâneo ao lado de móvel antigo, ou poltrona de família renovada só com troca de tecido.