Estranho aos olhos atuais, o crachoir ocupou lugar central em interiores refinados por décadas.

Mais do que um utensílio funcional, ele revela como costumes, higiene e etiqueta influenciavam a forma de viver e decorar.

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Um objeto que causa estranhamento hoje

À primeira vista desconfortável, o crachoir era comum em ambientes elegantes do século XIX, mostrando como práticas cotidianas moldavam espaços e não causavam o choque cultural de hoje.

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Origem do nome e do uso

De origem francesa, o termo crachoir designa a vasilha usada para cuspir, prática socialmente aceita em uma época marcada pelo consumo de tabaco e rapé.

Design funcional e decorativo

Feito de metal, vidro ou porcelana, o cuspidor combinava função prática com acabamento ornamental, integrando-se à decoração com pinturas e cores sofisticadas.

Presença em espaços públicos e privados

Salas de estar, hotéis, cafés e repartições exibiam o crachoir de forma estratégica, sempre acessível aos usuários e integrado ao mobiliário do ambiente.

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Higiene vista como sinal de civilidade

Longe de ser vulgar, o uso do cuspidor era entendido como atitude educada, evitando cuspir no chão e preservando a limpeza coletiva.

Etiqueta e convivência social

O objeto reforçava normas de comportamento, especialmente em locais frequentados por senhoras e cavalheiros, onde respeito e decoro eram essenciais.

Declínio com a mudança de hábitos

Com avanços médicos e novas noções de saúde pública, cuspir deixou de ser tolerado, tornando o crachoir obsoleto e progressivamente abandonado.

Testemunho histórico dos interiores

Hoje restrito a museus e coleções, o crachoir sobrevive como símbolo de uma época em que objetos domésticos refletiam diretamente os costumes sociais.