Casa do Largo: quando o terreno decide antes do arquiteto

Existe um momento no processo de um projeto onde alguém precisa decidir: a casa vai se impor sobre o lugar ou vai escutá-lo? Na Casa do Largo, no sul da Bahia, essa resposta chegou antes mesmo da primeira reunião de briefing.

Web Site: Enfeite Decora

O terreno falou primeiro

As falésias avermelhadas do Outeiro das Brisas ditaram a paleta antes de qualquer decisão de projeto.

Três escritórios, uma só linguagem

Paulo Milan assinou a arquitetura, Raul Pereira o paisagismo e Consuelo Jorge os interiores — sem ruído entre as partes.

Ocre como bússola cromática

A tonalidade das falésias virou referência para revestimentos, acabamentos e escolhas de cor em toda a casa.

Calor que exige projeto

A integração das áreas sociais não foi estética: foi resposta direta ao clima quente e úmido do sul da Bahia.

Madeira com história dentro de casa

A peroba-rosa de reuso trouxe textura, densidade e uma narrativa de tempo que material novo não reproduz.

Garimpo como estratégia, não como charme

Peças de fazendas mineiras entraram no projeto pelo que carregam de memória, não pelo apelo visual do desgaste.

As luminárias que o vilarejo fez

Artesãos locais produziram as luminárias da cozinha — uma escolha que aproxima o projeto da cultura do entorno.

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Suítes que não competem com a janela

Nas cinco suítes, a ausência de ornamento foi decisão técnica: o entorno natural já faz esse trabalho.

Rústico como escolha, não como falta

No lavabo, acabamentos que guardam marcas do tempo revelam uma postura projetual deliberada e segura.

Equilíbrio sem síntese forçada

Peças garimpadas e escolhas contemporâneas coexistem sem que nenhuma precise explicar a presença da outra.