Scadoxus multiflorus é o nome técnico, mas o grego por trás dele descreve algo bem mais poético: um guarda-chuva glorioso aberto no jardim.
Estrela-de-natal, coroa-imperial, diadema-real: os nomes populares giram todos em torno da mesma coincidência, a floração quase sempre perto do Natal.
Originária de regiões tropicais da África, ela cresce à sombra de árvores e perto de rios, o que explica sua adaptação ao calor úmido do Brasil.
Em tradições sul-africanas, a planta é símbolo de amor e paixão, presente comum em cerimônias de casamento e trocas afetivas.
Toda a planta é tóxica, e os bulbos concentram alcaloides historicamente usados até em flechas de caça, por isso o manuseio pede luvas sempre.
Sol direto no horário mais quente queima as folhas, então o segredo é recriar aquele ambiente sombreado de sub-bosque onde ela nasce.
Entre 18°C e 28°C ela prospera, mas abaixo de 5°C os danos aparecem rápido, exigindo vaso móvel em regiões de inverno rigoroso.
No crescimento ativo o solo pede umidade constante, já na dormência de inverno a regra vira regar o mínimo possível.
Sementes, divisão de bulbos ou brotos laterais são os três caminhos, sendo a divisão de bulbos o método mais rápido para ver flores.
Cochonilhas, ácaros e podridão radicular aparecem quando a umidade foge do controle, reforçando que solo bem drenado é a base de tudo.
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