4 escolhas que parecem certas e deixam a sala de jantar sem graça
A arquiteta Clarice Maggi identificou quatro erros que aparecem com frequência nesses ambientes e que têm algo em comum
Web Site: Enfeite Decora
O lustre dourado já cumpriu seu ciclo
Cheio de braços, curvas e LED branco, ele ainda aparece em muitas salas de jantar. O problema é que chama atenção pelo motivo errado.
Sofisticação não combina com poluição visual
Uma luminária pendente deve criar atmosfera, não competir com o restante do ambiente. Peças em palha, cerâmica ou metal escovado entregam mais personalidade.
A temperatura da luz muda tudo
Luminárias entre 2.700 e 3.000 Kelvin criam aquela sensação íntima e convidativa que a sala de jantar pede — e que a luz branca fria destrói.
Mesa grande em espaço pequeno não impressiona
O efeito é o oposto do pretendido. O ambiente fica apertado, tumultuado e, nas palavras da própria arquiteta, acaba parecendo brega.
Proporção é o que transforma um espaço comum em algo memorável
Uma mesa menor, bem posicionada e bem iluminada, tem muito mais presença do que uma peça fora de escala espremida num canto.
O material da mesa não existe no vácuo
Ele precisa dialogar com o piso, as paredes e os móveis que já estão ali. Ignorar isso é um erro que aparece logo quando tudo está montado.
Contraste equilibrado é o que dá vida ao ambiente
Piso frio pede mesa quente. Piso de madeira pode ganhar uma mesa de pedra. A combinação de materiais com temperaturas visuais diferentes cria tensão estética positiva.
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Madeira clara no piso, madeira escura na mesa e madeira no armário resulta num ambiente monocromático e sem graça, por mais qualidade que cada peça tenha individualmente.
A circulação é o detalhe que a maioria só percebe quando já é tarde
O mínimo recomendado é entre 80 e 90 centímetros ao redor da mesa, suficiente para recuar cadeiras e circular sem desconforto.
Conforto e estética dependem do mesmo critério
Quando a mesa fica próxima demais das paredes, o espaço parece menor e a experiência de usar o ambiente fica comprometida — mesmo que cada elemento, isolado, seja bonito.