Sofá para quem tem pets: como escolher o modelo certo sem abrir mão do estilo

Tecido, tratamento e estrutura são os três pilares que definem se o seu sofá vai resistir (ou não) à rotina com animais em casa

Sofá para quem tem pets: como escolher o modelo certo sem abrir mão do estilo

Com a escolha adequada de tecidos, cores e acabamentos, é possível ter um lar amigo do pet. Para as profissionais do escritório Dantas & Passos Arquitetura, o objetivo é sempre o de entregar beleza e longevidade para os móveis como sofás, cadeiras, poltronas e enxovais de cama | Foto: Henrique Ribeiro

Ter um pet em casa muda a forma de decorar. E o sofá, que costuma ser o móvel mais presente na rotina da família, é também o primeiro a sentir os efeitos dessa convivência. Pelos acumulados, patas molhadas depois do passeio, líquidos derramados: a lista de situações que testam o revestimento é longa. O grande erro de muita gente é escolher o sofá apenas pelo visual, sem considerar o quanto ele vai precisar ser mantido ao longo dos anos.

A designer de móveis autorais Alessandra Delgado trabalha diretamente com esse dilema no dia a dia dos clientes e é categórica: “Você não precisa comprometer o estilo do seu ambiente por causa do seu pet. A escolha certa une sofisticação e praticidade sem abrir mão do conforto.”

Tecido: a primeira e mais importante decisão

O revestimento do sofá define tudo, desde a durabilidade, a facilidade de limpeza e até a aparência do móvel depois de meses de uso intenso. Veludo e linho são escolhas comuns em projetos de decoração de interiores, mas funcionam mal quando há animais em casa. Esses tecidos têm fibras abertas que retêm pelos com facilidade e mancham com velocidade, tornando a manutenção um esforço constante.

A alternativa mais indicada por Alessandra são os couros naturais e o suede. “Esses materiais não absorvem sujeira com facilidade e têm alta durabilidade, mesmo para quem tem uso constante de animais em casa”, explica. O couro, além de resistente, é limpo com um simples pano úmido. O suede, por sua vez, tem toque sofisticado e aguenta bem o desgaste do dia a dia, desde que receba os cuidados adequados.

Para quem prefere tecidos estofados, a composição também importa: fibras sintéticas como o chenille e o jacquard tendem a ser mais resistentes ao desgaste do que tecidos naturais puros, e costumam vir com maior densidade de trama, o que dificulta a fixação dos pelos.

Tratamento no revestimento

Escolher um bom tecido já é metade do caminho. A outra metade está no tratamento de repelência aplicado ao revestimento. Sofás com essa proteção criam uma barreira contra líquidos, impedindo que eles sejam absorvidos imediatamente pelo material.

Essa é uma especificação técnica que vale perguntar diretamente ao fabricante ou ao designer responsável pelo projeto. Muitos estofados podem receber o tratamento depois da compra, mas a aplicação industrial, feita antes da montagem, costuma ser mais uniforme e duradoura.

“Se o seu pet adora pular no sofá depois do passeio, escolher um modelo com proteção contra líquidos não é opcional, é essencial. Isso ajuda a evitar manchas, facilita a limpeza e garante que o sofá mantenha uma aparência muito melhor ao longo do tempo”, destaca Alessandra.

Essa camada protetora também reduz a absorção de odores, o que faz diferença especialmente em ambientes menores ou com pouca ventilação.

Base flutuante

A escolha do modelo de base do sofá tem um impacto direto na manutenção do ambiente. Sofás com saia, aqueles que têm o tecido fechando toda a lateral até o piso, acumulam pelos embaixo e dificultam o acesso do aspirador. Com o tempo, esse espaço se torna um repositório de sujeira de difícil alcance.

Imagem: gabipontualarquitetura

Os sofás com base flutuante, que ficam suspensos do chão por pés aparentes em madeira ou metal, resolvem esse problema de forma prática. O espaço livre embaixo permite o uso do aspirador robô com eficiência, além de facilitar a limpeza manual quando necessário.

Além da funcionalidade, a base flutuante tem outra vantagem: ela é um recurso estético valorizado no design contemporâneo, conferindo leveza visual ao móvel. Assim, o sofá ganha em praticidade sem perder o apuro formal. É uma solução que trabalha a favor da decoração e da rotina ao mesmo tempo.

  • Cláudio P. Filla é comunicador social e especialista em mídias digitais, com mais de 11 anos de atuação na curadoria de tendências para o mercado de arquitetura e decoração. Como editor-chefe do Enfeite Decora, Cláudio lidera um conselho editorial composto por arquitetos, designers de interiores e paisagistas registrados (CAU/ABD), garantindo que cada artigo combine inspiração visual com rigor técnico e normativo. Sua missão é traduzir o complexo universo da construção e do design em soluções práticas, sustentáveis e acessíveis, sempre sob o respaldo de profissionais renomados do setor brasileiro.

    Para mais conteúdos do Enfeitedecora, siga o nosso X (Twitter), Instagram e Facebook, inscreva-se no nosso canal no Spotify, Pinterest e acompanhe as atualizações sobre decoração, arquitetura, arte e projetos inspiradores.


    E-mail: contato@enfeitedecora.com.br

Sair da versão mobile