Há um movimento claro acontecendo no design de interiores brasileiro: o excesso perde espaço para a intenção. A Pátio Brasil leu esse cenário com precisão e, em 2026, apresenta a Coleção Zen, uma curadoria inédita que celebra a harmonia entre forma, matéria e contemplação, reunindo alguns dos nomes mais relevantes do design e da arquitetura nacional em torno de uma mesma filosofia estética.
A proposta não é sobre decoração minimalista no sentido decorativo do termo. É uma leitura mais profunda, que parte da luz natural, das texturas orgânicas e da passagem do tempo para repensar o ato de morar. Madeira, pedra e alumínio surgem em linhas orgânicas, enquanto os tecidos reforçam a presença do toque. São peças pensadas para criar calma. Para fazer da casa um lugar de pausa real, não de performance estética.
O desenho que nasce do movimento
O estúdio Lattoog, de Léo Lattavo e Pedro Moog, abre a curadoria com criações que unem técnica apurada e desenho sensível. A proposta explora curvas em mesas de jantar, balanços, pendentes, poltronas, bancos e cadeiras, com destaque para a mesa de jantar Rio, cujos contornos irregulares e ausência de linhas retas fazem referência direta ao trajeto dos rios. O resultado é uma peça que parece ter sido moldada pela natureza antes mesmo de passar pelo processo de criação.
Essa aproximação entre desenho e referência natural é, justamente, um dos fios condutores de toda a Coleção Zen. Não se trata de copiar formas da natureza, mas de deixar que ela oriente o processo criativo, o que resulta em móveis com uma presença mais suave e menos impostada dentro dos ambientes.
Memórias afetivas que viram produto
Marina Linhares assina duas linhas que nascem de memórias genuínas. A linha Botânica é composta por cadeira e poltrona em alumínio com formas que evocam flores e o movimento da água, enquanto a linha Alpendre presta homenagem às casas do interior brasileiro, com estofados e mesa de centro em tons de azuis e bege que remetem ao aconchego das varandas antigas.
“Foi um processo delicioso, inspirado em coisas que fazem parte de quem eu sou: o campo e o carinho pela história do design brasileiro”, afirma a arquiteta.
O que chama atenção nesse trabalho é a capacidade de transformar referências pessoais em linguagem de produto sem perder a universalidade. A linha Alpendre, por exemplo, dialoga com o design contemporâneo sem abrir mão de um certo romantismo formal que conecta quem olha a algo que parece já ter sido vivido.
Estrutura, trama e equilíbrio
O escritório Suíte Arquitetos apresenta a linha Catamarã, inspirada nas embarcações e nas tramas das redes de pesca. A rede tensionada estrutura tanto o sofá quanto a mesa lateral, que conta com bandeja removível, ampliando as possibilidades de uso e conferindo ao conjunto uma multifuncionalidade que costuma faltar em peças de apelo estético mais declarado.
Já Samuel Lamas desenvolve dois trabalhos de linguagens distintas, mas que conversam bem dentro da curadoria. A cadeira Lisa tem estrutura tubular em alumínio curvado e tapeçaria amarrada manualmente em corda, explorando o contraste entre a geometria fria do metal e o caráter artesanal do acabamento. A poltrona Eva, por sua vez, parte de uma estrutura em madeira maciça e volumes cilíndricos almofadados para construir uma peça marcada pela simplicidade formal e pelo equilíbrio entre estrutura e volume. “O que me interessa é a tensão entre o que é construído e o que é feito à mão. Essa conversa entre materiais é o que dá vida à peça”, comenta o designer.
Abrigo, memória e dolce vita
Deborah Roig assina a linha Nômade com volumes que evocam pedras moldadas pelo tempo, aproximando o design das ideias de abrigo e memória. Há uma dimensão quase arqueológica nessa proposta. As formas parecem ter sido esculpidas por algo além do projeto, o que cria uma presença diferente nos ambientes.
Fechando a curadoria, o estúdio Zanocchi Design apresenta a espreguiçadeira Versilia, de linhas curvas inspiradas na dolce vita toscana. Os detalhes em madeira fazem referência direta aos clássicos lettini italianos, criando uma peça que equilibra referência histórica e design contemporâneo com bastante naturalidade.
O que a Coleção Zen diz sobre o momento do design brasileiro
A Coleção Zen da Pátio Brasil é, no fundo, um manifesto sobre o essencial. Em um cenário em que o design de interiores brasileiro amadurece e passa a dialogar com referências cada vez mais sofisticadas, ver uma curadoria que posiciona bem-estar sensorial como ponto de partida, e não como consequência, é uma sinalização importante sobre para onde o mercado caminha.
Materiais naturais, formas orgânicas, trabalho manual e narrativas afetivas não são apenas tendências estéticas. São respostas a um modo de morar que pede mais calma, mais presença e mais consciência sobre o que se coloca dentro de casa. A Pátio Brasil entendeu esse movimento e transformou em coleção.
Sobre a Patio Brasil
Há 26 anos no mercado, a Patio Brasil é referência em móveis de alto padrão para áreas externas, unindo conforto, sofisticação e design assinado por renomados profissionais. Com produção própria em Uberaba-MG, a marca utiliza matérias-primas sustentáveis e oferece produtos 100% adequados para áreas externas e de transição, como varandas e espaços gourmet. Investindo em inovação, pesquisa e sustentabilidade, a Patio Brasil inaugurou seu primeiro showroom em São Paulo, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, fortalecendo sua presença em projetos residenciais e corporativos.
