A maçaneta raramente recebe crédito. Nos projetos contemporâneos, é comum que ela seja escolhida por último, depois que pisos, revestimentos e metais já estão definidos. A Nomma nasce justamente para mudar essa lógica, e escolheu a Expo Revestir — a maior feira de revestimentos e acabamentos da América Latina — como palco para apresentar, pela primeira vez, o que será seu território no mercado brasileiro.
A marca ainda não está disponível para compra. Seu lançamento oficial está previsto para os próximos meses, mas a pré-estreia na feira já deixa clara a estratégia: construir presença antes de estar nas prateleiras, apresentar conceito antes de catálogo, e estabelecer um diálogo direto com arquitetos e designers de interiores antes de qualquer vitrine comercial.
Uma casa dentro da feira
O formato escolhido para essa apresentação diz muito sobre a proposta da marca. A Casa Nomma não é um estande convencional. É um ambiente completo, projetado para funcionar como uma residência real dentro do espaço expositivo — e que, em meio aos mais de 65 mil metros quadrados da Expo Revestir e ao fluxo de mais de 80 mil visitantes por edição, opera como uma pausa deliberada.

“A Casa Nomma foi criada a partir de uma leitura aprofundada do mercado de arquitetura contemporânea. O espaço materializa a essência da nova marca que traremos ao mercado nos próximos meses. Desde a entrada, é possível perceber a sensação de conforto, cuidado e sofisticação que só uma casa verdadeiramente bem planejada em cada detalhe entrega”, afirma Rafael Faria, head de Marketing e Branding da Stam, empresa por trás da Nomma.
A concepção do espaço é assinada por Duda Porto, arquiteto e curador que colaborou na definição conceitual da marca e na tradução desse posicionamento em linguagem arquitetônica. A escolha de um curador com repertório em projeto não é acidental — ela reforça que a Nomma se posiciona como parceira do arquiteto, não apenas fornecedora de produto.
O detalhe como decisão de projeto
No segmento de ferragens arquitetônicas de alto padrão, a Nomma vai atuar com foco em maçanetas, fechaduras e sistemas de abertura voltados à arquitetura contemporânea. A primeira coleção resulta de uma curadoria internacional, com peças selecionadas a partir de critérios de material, ergonomia, durabilidade e aplicação em projetos residenciais e corporativos.

O grande erro de quem especifica ferragens é tratar a peça como commodity. Uma maçaneta mal dimensionada, com acabamento incompatível com os metais do ambiente ou com ergonomia inadequada, compromete a leitura do projeto inteiro — e o usuário sente isso, mesmo sem saber nomear o problema.
A Nomma parte de um princípio oposto: forma e qualidade de alto padrão caminham juntos, e a ferragem tem papel estrutural e expressivo no espaço. Além da curadoria importada, a marca já estrutura o desenvolvimento do seu design nacional, com o objetivo de ampliar o portfólio para a criação própria, articulando referências globais ao repertório brasileiro.
Experiência antes da análise técnica
O que a Casa Nomma propõe, na prática, é uma inversão do processo habitual de feira. Em vez de displays estáticos com peças isoladas, o visitante percorre ambientes e constrói sua percepção pelo uso real do espaço. A proporção, a ergonomia e o desempenho das ferragens são avaliados dentro da lógica arquitetônica — não em abstração.

“A Casa é um convite que traz aconchego e, por meio da vivência no local, traduz com clareza o posicionamento da marca. Quando inserimos as peças em um ambiente completo, permitimos que o visitante as experimente no contexto para o qual foram pensadas. A experiência antecede a análise técnica e constrói memória. É a partir dessa vivência que o produto ganha sentido dentro do projeto”, explica Duda Porto.
Essa construção de memória afetiva antes do lançamento comercial é uma estratégia precisa. O especificador que passa pela Casa Nomma e sente o peso correto de uma fechadura de alto padrão, percebe o acabamento de uma maçaneta integrada a uma porta em madeira natural — esse especificador já tem um repertório formado quando o produto chegar ao mercado.
Pré-estreia como estratégia de posicionamento
A escolha da Expo Revestir como primeiro capítulo público da Nomma estabelece um diálogo direto com o público que mais importa para uma marca de ferragens premium: arquitetos, designers de interiores e especificadores. São eles que definem, nos projetos, quais peças chegam às portas das residências e dos edifícios corporativos.
A Stam, empresa com sólida atuação no mercado e capacidade técnica consolidada no segmento, identificou nesse nicho uma oportunidade real. O mercado brasileiro de acabamentos de alto padrão cresceu de forma consistente nos últimos anos, mas a ferragem arquitetônica ainda carecia de uma marca com identidade e curadoria à altura dos demais elementos do projeto.
A pré-estreia na feira marca o início da construção desse território próprio — com estratégia orientada para o relacionamento técnico e a consolidação gradual da marca. O lançamento oficial está previsto para julho, e o portfólio deve se expandir de forma contínua a partir daí.




