Existem projetos que só fazem sentido quando você entende quem mora lá e esse com certeza é um deles. Um casal em uma nova fase, já com seus filhos adultos, vivendo fora do país e uma rotina mais enxuta. A troca de um apartamento de aproximadamente 200 m² por um de 90 m² deixou de ser uma limitação para uma escolha que, aliás, orientou cada decisão da arquiteta Mariana Bamont no projeto.
O ponto de partida foi o conceito clássico contemporâneo, uma estética que equilibra sofisticação e funcionalidade sem cair no excesso decorativo. Paleta clara, predominância de branco, tons suaves e madeira natural compõem a base visual do apartamento, criando aquela sensação de que tudo foi pensado junto, mesmo que os elementos venham de lugares diferentes.
Sobre o especialista
Mariana Bamont é uma arquiteta especializada em arquitetura de interiores, com foco em projetos residenciais que unem funcionalidade, conforto e sofisticação.
A integração que muda tudo
O grande movimento do projeto foi a integração total entre sala, varanda e cozinha. Com 29 m² de sala e 17 m² de varanda, a área social integrada chega a quase 50 m² de espaço contínuo, que transformou a leitura do apartamento inteiro. Quando os ambientes se abrem para a varanda, o limite visual deixa de ser a parede e passa a ser o que está além do vidro. O efeito é de amplidão, independente da metragem no contrato.
A cozinha integrada ao living é, ainda, uma decisão de estilo de vida, ainda mais para um casal que não precisa mais de uma sala de jantar formal. Dessa forma, o espaço compartilhado favorece a convivência diária de forma mais natural, sem a rigidez de ambientes separados por função.
Adeus, sala de jantar
Aqui está o ponto mais interessante do projeto e também o mais revelador sobre o que é, de fato, projetar para pessoas reais. A arquiteta entendeu que esse casal vinha de um apartamento amplo com muito espaço de armazenamento, e que a falta de guarda-roupa e depósito seria, na prática, o maior incômodo do novo apartamento. A solução não foi convencional: a área que seria destinada à sala de jantar foi convertida em um depósito interno.
“A solução foi desenvolver um painel alinhado à parede do lavabo, criando um volume contínuo com portas camufladas, completamente fechado, mas integrado ao projeto”, explica a arquiteta.
O resultado é um espaço de armazenagem generoso, invisível à primeira vista, que resolve uma necessidade real sem comprometer a harmonia do ambiente. As portas não parecem portas, o painel não parece um depósito e a marcenaria discreta fica a serviço da vida prática.
Projeto: Arquiteta Mariana Bamont (@maribamont_arquitetura)
Fotos: Carina Borelli (@cari.borelli)
Apartamento de 90 m² no total, com 29 m² de sala e 17 m²
Localização: Tatuapé, São Paulo-SP
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