Decks de madeira transformam a experiência das áreas externas

Projetos de arquitetura exploram o piso elevado em uma articulação que envolve o paisagismo, lazer, desempenho técnico e o bem-estar dos usuários

Decks de madeira transformam a experiência das áreas externas

Nesta residência executada pelas arquitetas Vanessa Paiva e Claudia Passarini, o entorno da psicina foi valorizado com a execução do deck de madeira | Projeto Paiva e Passarini Arquiteturae Design | Fotos: Vitor Martins

Nas áreas externas, ele se destaca pela estética, o aceno ao conforto e a sofisticação dos espaços: o deck de madeira, frequentemente associado às áreas de piscinas, desempenha um papel fundamental na organização do espaço. Junto com a fluidez na circulação, sua estrutura atribui segurança e funcionalidade.

As razões para considerar o elemento natural na concepção do projeto são inúmeras. Além da integração com o projeto de arquitetura e o paisagismo, em diferentes abordagens o deck de madeira articula níveis, conecta usos e estabelece uma relação direta entre arquitetura e paisagem.

A partir de projetos realizados pelas arquitetas Vanessa Paiva e Claudia Passarini, do escritório Paiva e Passarini Arquitetura e Design, e Cristiane Schiavoni, acompanhe os bons motivos para implementar e mais detalhes sobre o piso:

Biofilia e bem-estar

Se na arquitetura de interiores vivemos um desejo tão proeminente de conexão com o natural, na parte externa das residências ou condomínios esse anseio fica muito mais evidente dentro de uma abordagem biofílica dos projetos.

Nessa residência com projeto de interiores assinado pela arquiteta Cristiane Schiavoni, o deck de madeira acompanha o formato da piscina aquecida e com borda infinita. Ademais, a estrutura se conecta com a arquitetura da casa com os amplos forros e os detalhes presentes na fachada. Em um condomínio situado na cidade de Itu, interior de São Paulo, seu estilo campestre e sofisticado é completado pelo paisagismo que circunda o entorno | Fotos: Carlos Piratininga

Esteticamente, a madeira inspira harmoniza, acolhimento e permanência, considerando que essas áreas precisam, de fato, entregar essas sensações durante os momentos de lazer.

Muito conveniente para o uso

Para constituição do deck de madeira, o efeito ripado é resultado da instalação das réguas em disposição paralela. Tal como essa área de lazer, a plataforma implementada exibe continuidade visual e profundidade ao acompanhar as linhas formadas pela piscina | Projeto da arquiteta Cristiane Schiavoni | Fotos: Carlos Piratininga

A beleza importa, mas não é só isso: o deck de madeira também é um fator de decisão no quesito no conforto térmico. Diferente de revestimentos cerâmicos ou pedras naturais, a madeira apresenta menor absorção e retenção de calor, tornando-se mais agradável ao toque mesmo sob exposição direta ao sol.

Essa característica é especialmente relevante em áreas de piscina, onde o impulso por andar descalço é constante. Além disso, a madeira possui baixa condutividade térmica, o que contribui para uma experiência sensorial convidativa.

Acompanhando o perímetro da piscina em formato de ‘L’, neste projeto as arquitetas Vanessa Paiva e Claudia Passarini também pensaram nas horas de descanso: moradores e convidados podem sentar-se no banco sem a preocupação que de estar muito quente, principalmente nas horas de grande incidência solar | Projeto Paiva e Passarini Arquiteturae Design | Fotos: Vitor Martins

Tipos de madeira e conservação:

Não é qualquer madeira que está habilitada para se tornar um deck de madeira. Devido à exposição às intempéries da natureza como o sol e a chuva, o material precisa ser de alta resistência mecânica, agregar propriedades contra o ataque de fungos, cupins e umidade, além de apresentar a densidade para suportar o peso da estrutura. Entre as mais indicadas estão o Ipê, Cumaru e Jatobá, entre outras.

Mas a longevidade da plataforma não está assegurada apenas pela escolha da madeira. É preciso realizar limpezas regulares e aplicar, conforme indicação do fabricante, produtos que hidratam o material mantendo o desempenho técnico e a aparência | Projeto Paiva e Passarini Arquiteturae Design | Fotos: Vitor Martins

Fator plus:

Outra boa razão está na valorização visual e financeira que o deck entrega aos projetos. Com a implementação da madeira, tanto em situações de aluguel ou venda, o valor venal do imóvel é elevado – desde que, claro, tenha sido bem executado e recebido os cuidados de manutenção necessários para a durabilidade do piso.

Deck de madeira sem ser de madeira?

Na cobertura de um apartamento, a arquiteta Cristiane Schiavoni elegeu a madeira ecológica para
produzir a área de lazer com a banheira de hidromassagem | Foto: Carlos Piratininga

A resposta é sim: matérias-primas como PVC e polipropileno e compostos plásticos (WPC), que contemplam plástico com fibra de madeira reciclada, são alternativas conhecidas hoje como deck ecológico.

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