A casa deixou de ser apenas cenário. Em 2026, ela se consolida como território de pausa, proteção e identidade. As tendências de decoração para 2026 apontam para ambientes que acolhem o corpo e tranquilizam a mente, mas que também assumem um compromisso claro com o planeta. O discurso estético dá lugar à intenção: não basta ser bonito, é preciso fazer sentido.
O grande erro aqui é tratar design sustentável como um adjetivo decorativo. Ele não é detalhe, é estrutura. Está na escolha da madeira, no tipo de acabamento, na procedência do tecido, na forma como a luz natural é aproveitada. E, principalmente, na longevidade das peças.
Conforto que se sente antes de ver
Se há um fio condutor nas tendências de decoração para 2026, ele passa pelo conforto sensorial. Curvas substituem ângulos rígidos, superfícies frias cedem espaço a texturas naturais, e o mobiliário deixa de ser apenas funcional para se tornar experiência.
Sofás com linhas orgânicas, mesas de jantar em madeira maciça com bordas levemente irregulares e poltronas de proporções generosas criam uma atmosfera que convida à permanência. Não se trata de exagero volumétrico, mas de ergonomia aliada à estética.
“A sustentabilidade não é uma tendência passageira, ela é uma responsabilidade que trazemos para nossos projetos. Cada elemento que usamos, desde as formas orgânicas até os materiais naturais, contribui para a criação de um ambiente mais saudável e sustentável. Ao adotar essas soluções, oferecemos harmonia entre a estética e a consciência ambiental”, revela Daniela Costa, fundadora e CEO da Homedock.
Nesse sentido, o conforto deixa de ser apenas visual e passa a ser físico. Tecidos como linho, algodão natural e fibras vegetais valorizam o toque, enquanto tapetes de trama artesanal ajudam na acústica e reduzem a reverberação excessiva — um detalhe técnico que muda completamente a percepção do espaço.
Biofilia como linguagem arquitetônica
A biofilia amadureceu. Em vez de plantas isoladas como adorno, o que se vê agora é uma integração mais estratégica entre arquitetura e natureza. Jardins internos, vasos de grande porte como ponto focal e pequenas hortas domésticas ganham protagonismo, mas sempre com critério.
Iluminação quente, com temperaturas próximas de 2700K, reforça essa atmosfera de acolhimento. Ao mesmo tempo, a valorização da luz natural se torna quase obrigatória. Cortinas de linho translúcido filtram a claridade sem bloquear a ventilação, criando uma transição suave entre interior e exterior.
O que realmente faz a diferença é pensar a natureza como parte da composição estrutural. Um painel ripado em madeira de reflorestamento, por exemplo, não apenas aquece visualmente o ambiente, mas também melhora a acústica e cria profundidade no layout.
“São móveis que vão além do funcional, eles contam histórias e oferecem uma experiência sensorial única, com peças que parecem quase ‘vivas’, em sintonia com a natureza ao redor”, afirma Wendel Matheus, arquiteto da Homedock.
Materiais conscientes e estética durável
Outro ponto central nas tendências de decoração para 2026 é a escolha criteriosa de materiais. Madeira certificada, pedras naturais com acabamento menos polido, metais com tratamento fosco e tecidos de origem responsável ganham espaço.
Contudo, sustentabilidade não significa rusticidade excessiva. Há sofisticação no equilíbrio. O uso de carvalho natural, freijó ou lâminas de madeira clara cria base neutra e atemporal, permitindo que a decoração evolua ao longo dos anos sem exigir reformas constantes.
Aliás, essa é uma mudança relevante: a valorização do projeto durável. Em vez de seguir modismos efêmeros, os interiores buscam coerência. Paletas em tons terrosos, verdes profundos e beges quentes constroem ambientes que atravessam tendências sem perder identidade.
Forma, função e responsabilidade
A fluidez espacial também marca presença. Integrações entre sala, cozinha e varanda continuam fortes, mas agora acompanhadas de soluções que respeitam ventilação cruzada e iluminação natural. Não é apenas estética contemporânea; é estratégia climática.
Dica de ouro: antes de escolher um revestimento ou estofado, observe como a luz natural incide no ambiente ao longo do dia. O mesmo tecido pode parecer frio pela manhã e acolhedor ao entardecer. Essa variação influencia diretamente a sensação térmica e visual do espaço — detalhe que poucos consideram no projeto.
Além disso, o uso de móveis multifuncionais ganha força. Bancos com armazenamento interno, mesas extensíveis e estantes modulares respondem a uma demanda por flexibilidade sem comprometer o design.
Sobre a empresa: A Homedock é uma marca brasileira de móveis e decoração que une curadoria, design e tecnologia para transformar ambientes. Fundada em 2013, atua no formato de e-commerce, oferecendo mais de 2.500 produtos com pronta entrega em todo o Brasil. Com foco na experiência do cliente e na democratização do “morar bem”, a Homedock acredita que um lar incrível é um direito de muitos e não um privilégio de poucos e no papel da casa como um instrumento de cura para a sociedade.
Mais de 3.300 municípios já foram atendidos pela Homedock nos 27 estados brasileiros e a empresa comemora o início da atuação no mercado europeu, com a abertura das exportações para a Alemanha. Coleções exclusivas que traduzem estilo e contemporaneidade são o grande diferencial da Homedock. @homedock





