Definitivamente, a cabeceira não é apenas um adorno na composição dos quartos: ela se soma a proposta do projeto de interiores e, em muitas vezes, assume o papel marcante de um elemento a ser notado.
Entre suas funções, além de recobrir um espaço vazio que existiria na parede acima da cama, ela emoldura a cama, propicia conforto ao usuário e ajuda a criar uma sensação de acolhimento — seja em propostas mais contemporâneas, clássicas ou minimalistas.
À frente do escritório Spaço Interior, a arquiteta Ana Rozenblit diz que a presença da cabeceira contribui na organização do quarto e é um artifício valioso para a organização espacial do projeto. “Além de reconfortar nossa coluna quando ficamos sentados na cama, ela é interessante para proteger a parede da transpiração do nosso corpo e a oleosidade do cabelo”, exemplifica.
Ainda na opinião da profissional, o elemento deixou de ser uma possibilidade para se tornar essencial. “Sem ela, sentirmos a impressão de faltar algo. Por isso, ela segue indispensável nos projetos em 2026”, opina ela, expressando sua preferência para cabeceiras coloridas, com formas e materiais de destaque.
Madeira como extensão da cabeceira

A cabeceira não precisa estar solitária na parede: para a arquiteta, é possível combinar tonalidades e volumetria, assim como ela realizou no projeto acima: à frente da cabeceira estofada, o painel cinza renovou o aspecto da parede e o tom amadeirado claro entregou ainda mais a sensação de conforto.

A profissional evidencia que, embora a cabeceira seja o elemento principal, o seu entorno pode contribuir para que ela se torne ainda mais marcante. No dormitório acima, a cabeceira da cama estofada, com um formato de duas grandes almofadas, foi complementada pelo tecido que reveste a parede e a elegância do nicho em pau-ferro. Para completar, o LED no seu interior propicia uma atmosfera ainda mais receptiva.
Cabeceira na cama estofada

Entre os diversos modelos de cama, o modelo estofado, que tem a cabeceira acoplada, se evidencia por seu design moderno, exala sofisticação e o aconchego máximo por conta da maciez e ergonomia.

Cabeceira modulada

Outro modelo que chama atenção é a cabeceira em gomos. O interessante dessa opção, segundo Ana, é que ela pode ser integrada em diversas ocasiões, do quarto pequeno ao grande, do infantil ao adulto, de todas as formas e cores possíveis.
Estofados lisos e de tons neutros

Sob medida, sóbria e não menos elegante: a composição em blocos também marcam presença nos dormitórios realizados por Ana Rozenblit. Acima, a cabeceira acompanha a paleta cinza, mas o tecido não a deixa passar despercebida no décor.
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Ripado de madeira

Ainda que o estofado se sobressaia, o material não é o único a se considerado nesse projeto, um décor monocromático pautado nos gradientes de cinza – dos mais claros ao grafite –, conta com o ripado de madeira que reveste a parede da cabeceira por todo seu perímetro.
Cabeceiras soltas

Com a liberdade de remodelar alguns conceitos da arquitetura de interiores, a profissional também investe em cabeceiras soltas que se evidenciam, entre outros fatores, pelo movimento que elas entregam para o dormitório.





