Receber as chaves de um imóvel residencial representa a concretização de um sonho. A partir desse momento, muitos proprietários começam a conhecida corrida contra o tempo para realizar modificações e a instalação da estrutura que transforme o espaço em um lar.
“A pressa é compreensível, visto que depois do tempo de espera para quem comprou na planta, ou durante os trâmites de financiamento e compra, o desejo é mudar quase que imediatamente”, observa a arquiteta Amanda Mansur, que trabalho ao lado de Natália Souza no escritório ResiliArt Arquitetura.
Ela observa que a companhia de um profissional especializado ajuda a destrinchar fases importantes que podem ser planejadas antecipadamente. Antes da entrega das chaves e a vistoria, que em vias de regra se baliza como o start de tudo, é possível programar tudo que será feito, incluindo as escolhas de materiais.
“Com o projeto executivo previamente realizado, ao adentrar no imóvel partimos para a etapa de medições, um levantamento geral da estrutura do local, definição de prioridades e o alinhamento de prazos com os prestadores de serviço, o conhecido gerenciamento de obra”, detalha.
Além das razões elencadas pela profissional, o acompanhamento técnico viabiliza soluções que evitam os temidos quebra-quebra e otimização do layout apenas por meio da marcenaria.
Definições inteligentes
Ainda sobre a vistoria, Amanda reforça a importância de identificar os problemas que devem ser consertados pela construtora, e não pelo morador. Para a substituição do piso, por exemplo, antes da instalação do novo revestimento ela pontua que é preciso averiguar pontos como a presença de trincas ou lascas, verificação de áreas ocas, sinais de infiltração e a compatibilidade estética com o projeto.
Feito essa análise a partir daquilo que foi executado na planta original, a agilidade da reforma pode marcar presença com a aplicação do revestimento vinílico – material que, de acordo com o checklist efetuado preliminarmente, não demanda a retirada do existente.
Passando para as paredes, a transformação pode acontecer tanto por meio da preparação da superfície para a pintura, como pela utilização de papéis de parede e revestimentos cerâmicos que adicionam cor, desenho e a relevância aos formatos existentes no mercado.
Móveis soltos e marcenaria
Para transformar o imóvel de forma prática, Amanda também aposta na versatilidade da marcenaria sob medida e móveis soltos que podem, inclusive, contribuir com a delimitação dos ambientes – especialmente nas áreas sociais integradas.
Sobre a marcenaria planejada, o próprio escritório fica responsável pela concepção do projeto, considerando a execução de acordo com as medidas do ambiente, as soluções personalizadas pedidas pelos moradores e questões técnicas como o nivelamento das paredes. “Os detalhes são fundamentais e é por isso que optamos por coordenar todo o processo”, argumenta Amanda.
Além disso, é fundamental avaliar a presença de pontos elétricos e hidráulicos, bem como revestimentos, sancas e rodapés, para que a marcenaria fique bem posicionada e não sejam necessários outros tipos de alterações como o reposicionamento de tomadas.
Quando a integração é uma opção
Com o advento da integração dos ambientes, o olhar estratégico do projeto permite que a marcenaria cumpra funções multifacetadas. “Um armário pode ser também a divisória que não segrega os espaços, deixando a planta menos compartimentada e fluida”, argumenta a profissional.
