Aquela garrafa pet vazia, uma caixa de sapato furada e o resto de lã no fundo da gaveta costumam ir direto para o lixo em qualquer outra época do ano. Contudo, perto do Halloween, esses mesmos materiais podem ganhar outra função: viram boliche, alvo de pontaria e teia de aranha em poucos minutos de tesoura e cola.
O melhor de tudo, é que nenhuma das quatro brincadeiras a seguir depende de fantasia comprada ou kit de festa pronto. O que muda o resultado final é o cuidado na montagem: prender bem a lã na caixa, deixar a tinta secar antes de empilhar as latas, cortar a boca do monstro no tamanho certo para a bolinha de papel entrar.
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Boliche fantasma com garrafa pet
A garrafa pet lavada e seca é a base dessa brincadeira. Basta envolver cada garrafa com papel higiênico ou papel sulfite branco, prendendo as pontas com um pouco de fita adesiva, e desenhar os olhos e a boca com caneta preta ou canetinha, lembrando o rosto de um fantasminha.

Quanto mais simples o traço, mais rápido a criançada enxerga o resultado e já quer começar a jogar. Depois de prontas, as garrafas-fantasma são organizadas em fileira ou em formato de triângulo, como um boliche tradicional.
Uma bolinha de meia ou uma bola pequena e leve serve para derrubar o maior número possível de peças. Para garrafas mais leves, um pouco de areia ou arroz no fundo ajuda a manter o equilíbrio e evita que o vento as derrube antes da hora.
Alimentando o monstro com caixa de papelão
Uma caixa de sapato ou aquela caixa de papelão que sobra da feira vira a cara de um monstro faminto. O primeiro passo é cortar um retângulo na caixa, que vai funcionar como a boca por onde as bolinhas de papel entram. Em seguida, cartolina ou EVA verde cobrem a caixa, e olhos, sobrancelhas e dentes completam o rosto.

A brincadeira em si é simples: cada criança amassa bolinhas de papel, coloridas ou não, e tenta acertar a boca do monstro de uma distância combinada previamente. Para aumentar a dificuldade conforme a idade do grupo, basta afastar a linha de arremesso ou reduzir o tamanho da abertura.
Derruba as latas monstruosas
Seis latas vazias, limpas e bem secas por dentro recebem tinta nas cores laranja, roxo, verde e branco, formando a base de personagens como monstros, fantasmas e abóboras. Olhos móveis, dentes triangulares recortados em papel e bocas pintadas de preto completam cada rosto, sem necessidade de material caro.

A montagem da torre segue o formato clássico de pirâmide: três latas na base, duas na fileira do meio e uma no topo. Uma bola leve, de plástico ou de papel bem amassado, é lançada de uma distância curta para derrubar o maior número de latas possível. Uma bola de papel amassada tende a ser mais segura nessa etapa, porque reduz o impacto caso acerte alguém por perto sem querer.
Etapas para organizar essa brincadeira:
- Lavar e secar as seis latas antes de pintar.
- Pintar e desenhar os rostos de monstro em cada lata.
- Empilhar em formato de pirâmide, com a base mais larga.
- Arremessar a bola de uma distância fixa e contar quantas latas caíram.
Teia de aranha de lã para resgatar aranhas
Uma caixa de papelão grande, deitada e com uma abertura retangular na frente, forma a estrutura dessa brincadeira. Dentro dela, fios de lã ou barbante branco são esticados de um lado a outro, cruzando-se em direções diferentes até formar uma teia com espaços de tamanhos variados, prendendo as pontas com fita nas laterais internas da caixa.

Pequenas aranhas de papel, feltro ou EVA, com olhos móveis e pernas recortadas, ficam presas entre os fios. A criança coloca a mão dentro da caixa e tenta resgatar cada aranha sem desmontar a teia, movimento que já trabalha a coordenação. Para um desafio maior, uma pinça infantil substitui a mão e exige mais precisão para passar pelos espaços entre os fios.
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