Carol Bassi transformou o próprio álbum de viagens em estampa. A coleção que leva seu nome na Trussardi reúne jogo de cama, colcha, capa de duvet e almofadas com florais que remetem a jardins europeus, resultado de oito meses de trabalho entre a equipe de estilo da marca e a empresária, que também é embaixadora da grife há dois anos.
A linha já está disponível no site e nas lojas físicas da Trussardi, dividida em três modelos pensados para funcionar sozinhos ou combinados entre si.
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Antes de chegar ao tecido, cada estampa passou pelo papel: foi pintada à mão em aquarela pela equipe de estilo da marca, um processo que explica o acabamento mais solto e pictórico das peças, bem distante do floral geométrico que domina boa parte do mercado de cama e mesa.
Da aquarela ao tecido: como nasceram as estampas
O repertório visual de Carol Bassi, conhecido de quem acompanha seu perfil nas redes, sempre girou em torno de fachadas clássicas, jardins floridos e interiores de casas na Europa. Esse material serviu de ponto de partida direto para a coleção.

“As viagens pela Europa, os jardins, a arquitetura, os interiores e a moda foram pontos de partida para criar uma coleção com personalidade, mas que permitisse que cada pessoa fizesse suas próprias combinações”, conta a empresária.
Na paleta, aparecem jasmim-estrela, hortênsias, dente-de-leão e érica rosa, flores que remetem a jardins de clima temperado e que raramente ocupam espaço no catálogo tradicional de cama e mesa brasileiro.
Um azul-claro entra nas peças lisas e cumpre a função de respiro visual: quem monta a cama sobrepondo diferentes estampas precisa de um tom neutro para equilibrar a composição, e é esse azul que evita o excesso. Quem prefere um resultado mais contido pode optar pelas peças de tom único, deixando o floral restrito a fronhas ou à colcha.
Já quem gosta de camadas encontra material de sobra para sobrepor desenhos, misturar texturas e criar uma cama com assinatura própria, exercício que Carol já pratica no guarda-roupa e que transportou para o quarto.
Acabamento e tecido: o que sustenta a coleção
Os detalhes de acabamento seguem a mesma lógica de alfaiataria que marca o trabalho da marca em outras categorias: bordados discretos e aplicações pontuais substituem o floral estampado em excesso por toda a peça.

Essa escolha evita que a cama fique visualmente carregada, mesmo quando o consumidor opta por combinar os três modelos. O tecido escolhido foi o cetim de algodão egípcio Giza, disponível em versões de 300 e 600 fios.
A fibra egípcia tem fio mais longo que o algodão convencional, característica que resulta em um tecido com toque mais macio e brilho discreto, sem o aspecto plastificado comum em cetins sintéticos.
Quanto maior a contagem de fios, mais denso e resistente tende a ser o tecido, mas a escolha entre 300 e 600 fios costuma depender mais da sensação de toque desejada do que de uma hierarquia fixa de qualidade.
Uma parceria que já existia antes do contrato
Para a Trussardi, a coleção formaliza uma relação que já rodava nos bastidores. Carol Bassi é embaixadora da marca desde 2024 e, segundo a própria empresa, a grife já fazia parte da rotina da família antes de qualquer acordo comercial.

“A Carol é embaixadora há dois anos e a marca já faz parte do dia a dia de toda a família dela. Estivemos juntos desde a definição das referências até a escolha de materiais, cores e acabamentos”, relata Giovana de Pieri, head de marketing e produto da Trussardi.
Carol acompanhou de perto as etapas de produção e chegou a visitar a fábrica da marca em Blumenau, em Santa Catarina, onde participou da definição final de paleta e bordados.
Esse envolvimento direto no processo de fabricação é o que diferencia uma collab de assinatura de uma simples licença de nome: aqui, a estampa nasceu junto com o produto, não foi aplicada depois sobre um modelo já existente no catálogo.
O que o lançamento sinaliza para o mercado de cama e mesa?
A Trussardi vem ampliando a presença no universo de lifestyle e já indica que vai manter esse caminho em 2027, com novas parcerias que tenham afinidade real com os valores da casa, segundo Giovana de Pieri.
O movimento acompanha uma tendência que já se repete em outras marcas tradicionais do setor: recorrer a nomes com público próprio e repertório estético reconhecível para renovar a linguagem visual sem abrir mão do histórico de fabricação que sustenta a confiança do consumidor em itens de cama e mesa.
Para quem decora o quarto com frequência, a coleção chega como alternativa a florais mais previsíveis, com a vantagem de permitir composições diferentes a cada troca de roupa de cama, sem exigir a compra de peças novas a cada estação.
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