Enfeite Decora
Mancha no teto do quarto, semanas após a obra, fez a proprietária voltar à laje impermeabilizada e descobrir que a manta sozinha não garantia a proteção.
O vazamento não vinha da área plana: nascia nos ralos, nos tubos passantes e no encontro com a parede, pontos em que a manta costuma ser cortada ou mal vedada.
A correção começou pelo caimento: com inclinação mínima de 1% em direção aos ralos, a água deixa de empoçar e a impermeabilização trabalha com menos esforço.
Em seguida, a manta subiu cerca de 20 cm nas paredes, com reforço nos cantos e nos ralos, para que a água da chuva não entrasse por trás do rodapé.
Antes de assentar o piso, a laje ficou 72 horas com lâmina d'água, teste que mostra se há vazamento enquanto a correção ainda é fácil de fazer.
Sobre a manta entrou a proteção mecânica, uma camada de argamassa que impede que o piso, o trânsito e o peso dos vasos rasguem a impermeabilização.
O sistema também conta: manta asfáltica, manta líquida e cristalizantes atendem usos diferentes, conforme a exposição ao sol, o trânsito e o estado da laje.
Com a laje testada e protegida, a manutenção se resume a manter os ralos limpos e revisar as juntas, hábitos que preservam o teto e evitam abrir o piso de novo.