Um verde que quase se confunde com cinza e muda de temperatura conforme a luz do dia avança pela parede: essa é a base da Pedra Natural, escolhida pela Coral como a cor do ano 2027. O tom não chega para chamar atenção. Chega para fazer o oposto, reduzindo o ruído visual dos ambientes e devolvendo protagonismo a elementos que costumam passar despercebidos, como a luz natural, a textura da madeira e o volume dos móveis.
A escolha faz parte do ColourFutures 2027, estudo global da AkzoNobel que este ano se organiza em torno do conceito O Viver Elemental. A proposta parte de um diagnóstico simples de observar no dia a dia: o excesso de estímulos, a sobrecarga de informação e a falta de conexões genuínas empurram as pessoas para dentro de casa em busca de pausa.
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“A ideia é recuperar a conexão com o que há de mais humano e essencial em nossas vidas”, explica Heleen van Gent, diretora criativa do Centro de Estética Global da AkzoNobel. Segundo ela, a Pedra Natural também se comporta de forma sutilmente diferente ao longo do dia, reagindo à incidência de luz e ganhando camadas de profundidade que só aparecem quando o tom é observado com atenção.

O grande acerto dessa cor está justamente na sua versatilidade. Ela funciona como protagonista em uma parede de destaque, mas também cumpre bem o papel de base neutra, permitindo que outras tonalidades ganhem espaço ao redor. É essa flexibilidade que sustenta as três paletas de cores criadas para 2027: Estar perto, Deixar ir e Chamar para si. Todas têm a Pedra Natural como ponto de conexão, mas cada uma responde a um estado de espírito diferente dentro da decoração de interiores.
Deixar ir: menos estímulo visual, mais clareza
A paleta Deixar ir nasce da necessidade de reduzir a bagunça visual dos ambientes. Aqui, marrons, cinzas e azuis discretos se alternam entre versões mais claras e outras mais profundas, criando uma composição equilibrada e sem contrastes abruptos. Pedra Natural aparece ao lado de tons como Troféu de Prata, Nevoeiro Romano, Azul Écharpe, Cinza Clássico, Azul Astral e Grão de Cacau.

O objetivo não é empurrar o morador para um interior minimalista e vazio. A proposta é diferente: diminuir a poluição visual para que a luz, os volumes e os poucos elementos escolhidos apareçam com mais força. Em salas pequenas, essa lógica costuma funcionar melhor do que adicionar mais peças decorativas. O erro comum é tentar preencher cada canto do ambiente. O que realmente cria a sensação de amplitude é o oposto: menos objetos, cores próximas entre si e superfícies que conversam sem competir por atenção.
Chamar para si: cor para estimular a criatividade
No extremo mais vibrante da coleção está Chamar para si, paleta guiada pela ideia de que ter espaço para sonhar eleva o ânimo dentro de casa. Ocres amarelados, rosas suaves, verdes e neutros se combinam em tons como Lilás Suave, Selva Nativa, Segredo Maia, Rosa Empoeirada e Ágata Musgo, sempre em diálogo com a Pedra Natural.

Essas combinações servem tanto para iluminar e suavizar um ambiente quanto para criar pontos de contraste intencionais, como uma parede pintada atrás da cabeceira ou um painel de destaque na sala de jantar. Vale um cuidado técnico aqui: cores mais saturadas como o Segredo Maia funcionam melhor em áreas menores ou em superfícies isoladas, evitando que o ambiente fique carregado. Usar esse tipo de tom em grandes metragens de parede tende a cansar a visão com o tempo.
Estar perto: o acolhimento como ponto de partida
Completando o trio, Estar perto trabalha a ideia de aconchego a partir de tons terrosos e naturais, reforçando a proposta central da coleção: aproximar a casa da natureza sem depender de elementos literais, como plantas ou pedras aparentes. A cor por si só já carrega essa sensação.

As três propostas convergem em um mesmo objetivo, mesmo seguindo caminhos distintos. “Em 2027, essa reflexão nos leva de volta ao essencial, mas sem propor uma única maneira de viver ou decorar. As três paletas mostram justamente isso: podemos buscar acolhimento, querer simplificar ou precisar de estímulo e criatividade”, completa Juliana Zaponi, gerente de Comunicação e Cores da AkzoNobel Tintas Decorativas para a América Latina.
Na prática, isso significa que a cor do ano 2027 não impõe um estilo fechado de paisagismo ou de arquitetura de interiores. Ela oferece uma base neutra e sofisticada, capaz de acompanhar tanto um projeto mais rústico, com madeira e pedra natural à mostra, quanto um ambiente contemporâneo, de linhas limpas e paleta reduzida. O que muda é a companhia escolhida para cada parede, e é exatamente essa liberdade que torna a Pedra Natural uma aposta segura para quem está planejando reformar ou repintar a casa em 2027.
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