Uma bandeja mal composta trai o ambiente inteiro e não importa quão bonito seja o aparador, a mesa de centro ou a bancada da cozinha. Afinal, se os objetos ali dentro estiverem espalhados sem lógica ou um padrão concreto, o efeito é de bagunça, não de charme.
Atualmente a bandeja decorativa deixou de ser um item acessório e virou ferramenta de organização visual. Ela está na sala, sobre o aparador, no banheiro, na cozinha, marcando o cantinho do café. E cumpre uma função que vai muito além do estético, ajudando a delimitar um espaço.
Acompanhe as novidades no Google
Para a arquiteta Merlin Diemer, esse é justamente o ponto que costuma passar despercebido. “A bandeja tem um delimitador do espaço, que faz com que você organize os objetos ali, que é muito melhor do que ter objetos espalhados e competindo um com o outro.”
Composição não é sobre encher, é sobre relação entre os objetos
Jamais pense que uma bandeja deva servir como uma gaveta de despejo, onde qualquer objeto bonito encontra lugar. Uma composição decorativa de qualidade nasce da relação entre os elementos, não da soma deles.

Segundo Merlin, “quando criamos relações entre alturas, proporções, formas e volumes, os elementos passam a funcionar como um conjunto, e não como peças isoladas.”
Isso muda completamente a forma de montar a peça, por isso, em vez de escolher objetos separadamente e depois tentar encaixá-los, o raciocínio precisa ser conjunto desde o início: como esse vaso conversa com aquela vela, como o livro sustenta visualmente o adorno menor.
A quantidade certa de objetos evita o excesso
O excesso de peças, é provavelmente o erro mais comum em quem começa a decorar com bandejas, devido a vontade de aproveitar o espaço para exibir tudo o que tem de bonito em casa.
A arquiteta recomenda que haja um limite: “cuide para não colocar um excesso de objetos, que a composição vai ficar pesada. Então, em bandejas menores, dois objetos ou três, ou até nas quadradas, quatro grupos, sempre cuidando a proporcionalidade.”
Vale entender “grupos” como unidades visuais, não como itens soltos. Um vaso pequeno ao lado de duas velas finas pode contar como um único grupo, desde que ocupem a mesma área e dialoguem entre si.
Altura é o detalhe que sustenta o equilíbrio
Uma bandeja onde todos os objetos têm a mesma altura fica monótona aos olhos, mesmo que cada peça isolada seja bonita. É aí que entra o jogo entre horizontal e vertical.

Merlin recomenda: “uma sugestão é trabalhar com algum elemento alto, porque ele contrapõe com a dimensão do horizontal, é o equilíbrio do horizontal com o vertical.”
Esse elemento vertical pode ser uma vela alta, um vaso estreito ou até uma escultura pequena. A função dele é criar movimento, conduzir o olhar de um ponto ao outro da bandeja em vez de deixá-lo parado numa única linha.
O livro como base funciona, e funciona bem
Um recurso simples e eficiente é usar um livro maior como suporte para objetos menores. A bandeja com livro cria uma segunda camada de altura sem exigir peças decorativas extras.
“Fica perfeito eu colocar um livro maior embaixo com os objetos menores em cima”, comenta a arquiteta. O livro funciona como um pedestal improvisado, dá volume à composição e ainda aproveita algo que já existe em quase toda casa.
O tamanho da bandeja define quantos objetos ela suporta
Bandejas menores pedem menos elementos, entre dois e três objetos, para não sufocar o espaço disponível. Já as bandejas quadradas, maiores, comportam até quatro grupos distintos, desde que cada um mantenha proporção com o conjunto.

A ideia de proporcionalidade vale para qualquer formato, seja uma bandeja redonda, retangular ou quadrada. O que muda é a distribuição espacial dos grupos, nunca a lógica de manter equilíbrio entre cheios e vazios.
Onde usar a bandeja na decoração da casa?
A versatilidade da peça é um dos motivos do seu crescimento nos projetos de decoração de interiores. Ela organiza a bancada do café na cozinha, centraliza perfumes e velas no banheiro, e vira ponto focal sobre o aparador da sala.
Em cada um desses ambientes, a lógica de composição se mantém a mesma: variar alturas, controlar a quantidade de objetos e pensar no conjunto antes de pensar nas peças isoladas.
| Para mais conteúdos do Enfeitedecora, siga o nosso X (Twitter), Instagram e Facebook,
inscreva-se no nosso canal no Pinterest,
no Google e acompanhe as atualizações sobre decoração, arquitetura, arte e projetos inspiradores. E-mail: [email protected] |





