Existem casos, em que a casa raramente é decorada para quem mora nela. Ela acaba sendo decorada para a visita, para a foto ou para aquele momento em que alguém entra e precisa aprovar o que vê. O problema é que a visita passa poucas horas ali e quem sustenta o peso do ambiente, todos os dias, é você (o MORADOR).
Esse tempo sozinho em casa é onde a decoração realmente trabalha, e é justamente nesse período que alguns detalhes, escolhidos sem muito critério, cobram a conta em forma de cansaço.
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A luz branca ligada depois que escurece
Manter uma luminária de teto com luz branca e intensa após o pôr do sol é um dos erros mais comuns na iluminação residencial. O corpo lê essa luz como sinal de que ainda é dia. O resultado aparece na hora de dormir: a cabeça continua acelerada, mesmo com o corpo parado na cama.

À noite, o ambiente pede luz amarela, baixa e pontual. Abajures, luminárias de piso e arandelas cumprem esse papel muito melhor do que a luz de teto. A troca é simples e o efeito no sono é imediato.
O quarto que virou escritório
Trabalhar dentro do quarto tira do cômodo a única função que ele deveria exercer: descanso. O cérebro passa a associar aquele espaço a produtividade, prazo e tensão, não a repouso.
Quando existe metragem disponível, o ideal é isolar o home office em outro cômodo, ainda que seja um cantinho na sala. Sem essa separação física, a cabeça não desliga só porque o notebook foi fechado.
O excesso de superfícies sintéticas e brilhantes
Ambientes tomados por laca, vidro espelhado e acabamentos muito lisos cansam o olho ao longo do dia. Falta ali qualquer irregularidade visual para o olhar descansar.

Os materiais naturais, como madeira, pedra, linho e palha, trazem exatamente essa irregularidade. Veios, nós e texturas variam de peça para peça, e essa variação natural tem um efeito calmante que o acabamento perfeito e uniforme não oferece.
A casa sem nenhum elemento vivo
Um ambiente sem nada vivo tem clima de sala de espera. Falta ali sinal de que alguém cuida daquele espaço no dia a dia.
Uma única planta já muda o cenário. Ela introduz movimento, variação de cor e a sensação concreta de que existe vida acontecendo naquele cômodo, mesmo quando ninguém está olhando para ela.
A casa sem cheiro próprio
Ambiente sem aroma característico passa a impressão de abandono, mesmo estando limpo e organizado. O cheiro da casa funciona como assinatura do lugar.
Escolher um aroma fixo e repeti-lo, seja por um difusor, uma vela ou um sabonete específico, cria uma associação direta entre aquele cheiro e a sensação de chegar em casa. Com o tempo, o simples fato de sentir esse cheiro já provoca relaxamento, antes mesmo de a pessoa se sentar no sofá.
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