Cor na decoração não é só pintar parede: arquiteta explica onde ela realmente funciona

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Pintar uma parede de verde ou azul não garante personalidade sozinha, e esse é o primeiro engano que precisa ser desfeito antes de qualquer projeto.

Para Clarice Maggi, pintar uma parede só faz sentido quando existe intenção clara, como demarcar um espaço ou criar transição entre ambientes.

A cor vai muito além da tinta: ela aparece em tapetes, almofadas, quadros e objetos, formando um caminho mais seguro para quem quer testar sem medo.

Detalhes móveis funcionam como teste de baixo risco, já que um quadro se troca fácil e uma almofada muda de lugar em uma tarde.

O cenário muda quando a cor entra em marcenaria, sofá ou bancada, peças fixas que não se trocam com facilidade e pedem mais cautela na escolha.

Uma base neutra, com paredes claras e madeira natural, não significa falta de personalidade, mas sim o que permite a peça colorida se destacar de verdade.

O erro mais comum é repetir a mesma cor em tudo: almofada, quadro, tapete e parede, o que deixa o ambiente cansativo em pouco tempo.

A dica prática é escolher uma peça de destaque por ambiente e deixar o restante em tons neutros, já que cor pede dosagem, não repetição.