Um cristal soprado à mão carrega um detalhe que nenhuma peça industrial reproduz: pequenas variações de espessura que fazem a luz se comportar de forma diferente em cada taça. É esse tipo de imperfeição controlada, fruto do trabalho manual, que sustenta a nova leva de lançamentos da Strauss, fabricante catarinense que há mais de quatro décadas se dedica à produção de cristais artesanais e, mais recentemente, também de porcelanas artesanais.
Sediada em Pomerode, no Vale Europeu de Santa Catarina, a marca é hoje a única do país voltada exclusivamente à produção de cristal artesanal de alto padrão. O processo segue 100% manual, do sopro à lapidação, feito por artesãos que dominam uma técnica difícil de escalar e, por isso mesmo, difícil de copiar.
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Ultraleve Nimbus ganha reforço e a coleção Versailles chega ao mercado
A linha Ultraleve Nimbus, já reconhecida pelo peso reduzido das peças sem perda de resistência, recebe agora novos itens que mantêm essa combinação de leveza e brilho. É um equilíbrio técnico que exige controle rigoroso da temperatura do vidro e da espessura da parede da peça durante o sopro, etapa em que qualquer erro compromete o resultado final.
Já a coleção Versailles parte de outro repertório: a lapidação remete diretamente aos padrões geométricos dos mosaicos do Palácio de Versalhes. O resultado une um vocabulário decorativo clássico a uma execução contemporânea, o que evita que a peça pareça deslocada em ambientes atuais. Funciona tanto em uma mesa posta mais formal quanto como objeto de composição em uma estante ou aparador.
Três famílias de porcelana artesanal ampliam o portfólio
Ao lado dos cristais, a Strauss apresenta três novas famílias de porcelana artesanal, cada uma com uma referência estética diferente.

A linha Noma dialoga com o design escandinavo: formas limpas, relevo canelado e uma proposta funcional para o uso diário, sem abrir mão da sofisticação. É o tipo de peça que sustenta tanto uma decoração minimalista quanto composições mais eclécticas, justamente por não competir com outros elementos do ambiente.
A coleção Helena segue outro caminho, buscando referência na arquitetura greco-romana. Os desenhos em mosaico, em tons de azul e verde, trazem uma elegância atemporal, associada a estilos clássicos e neoclássicos de decoração.
Já a Gazebo aposta em padrões orgânicos e contemporâneos, aproximando arte e funcionalidade em peças que funcionam bem tanto como utilitário quanto como objeto decorativo isolado.
Tradição manual como diferencial de mercado
O que conecta as seis coleções, entre cristais e porcelanas, é o processo artesanal como argumento central. Em um mercado dominado por produção em série, manter etapas manuais de sopro, lapidação e acabamento é uma escolha que impacta diretamente o custo, mas também garante exclusividade real: nenhuma peça sai idêntica à outra, porque cada uma passa pelas mãos de um artesão específico.
Para quem pensa a decoração de ambientes de luxo, esse tipo de detalhe importa. Peças em cristal lapidado e porcelana pintada à mão carregam uma narrativa de origem que peças industriais não têm, e isso se traduz em valor percebido, seja em uma coleção de presentes, seja em um projeto de design de interiores voltado ao alto padrão.
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