Ter um pet em casa muda a forma de decorar. E o sofá, que costuma ser o móvel mais presente na rotina da família, é também o primeiro a sentir os efeitos dessa convivência. Pelos acumulados, patas molhadas depois do passeio, líquidos derramados: a lista de situações que testam o revestimento é longa. O grande erro de muita gente é escolher o sofá apenas pelo visual, sem considerar o quanto ele vai precisar ser mantido ao longo dos anos.
A designer de móveis autorais Alessandra Delgado trabalha diretamente com esse dilema no dia a dia dos clientes e é categórica: “Você não precisa comprometer o estilo do seu ambiente por causa do seu pet. A escolha certa une sofisticação e praticidade sem abrir mão do conforto.”
Tecido: a primeira e mais importante decisão
O revestimento do sofá define tudo, desde a durabilidade, a facilidade de limpeza e até a aparência do móvel depois de meses de uso intenso. Veludo e linho são escolhas comuns em projetos de decoração de interiores, mas funcionam mal quando há animais em casa. Esses tecidos têm fibras abertas que retêm pelos com facilidade e mancham com velocidade, tornando a manutenção um esforço constante.

A alternativa mais indicada por Alessandra são os couros naturais e o suede. “Esses materiais não absorvem sujeira com facilidade e têm alta durabilidade, mesmo para quem tem uso constante de animais em casa”, explica. O couro, além de resistente, é limpo com um simples pano úmido. O suede, por sua vez, tem toque sofisticado e aguenta bem o desgaste do dia a dia, desde que receba os cuidados adequados.
Para quem prefere tecidos estofados, a composição também importa: fibras sintéticas como o chenille e o jacquard tendem a ser mais resistentes ao desgaste do que tecidos naturais puros, e costumam vir com maior densidade de trama, o que dificulta a fixação dos pelos.
Tratamento no revestimento
Escolher um bom tecido já é metade do caminho. A outra metade está no tratamento de repelência aplicado ao revestimento. Sofás com essa proteção criam uma barreira contra líquidos, impedindo que eles sejam absorvidos imediatamente pelo material.
Essa é uma especificação técnica que vale perguntar diretamente ao fabricante ou ao designer responsável pelo projeto. Muitos estofados podem receber o tratamento depois da compra, mas a aplicação industrial, feita antes da montagem, costuma ser mais uniforme e duradoura.
“Se o seu pet adora pular no sofá depois do passeio, escolher um modelo com proteção contra líquidos não é opcional, é essencial. Isso ajuda a evitar manchas, facilita a limpeza e garante que o sofá mantenha uma aparência muito melhor ao longo do tempo”, destaca Alessandra.
Essa camada protetora também reduz a absorção de odores, o que faz diferença especialmente em ambientes menores ou com pouca ventilação.
Base flutuante
A escolha do modelo de base do sofá tem um impacto direto na manutenção do ambiente. Sofás com saia, aqueles que têm o tecido fechando toda a lateral até o piso, acumulam pelos embaixo e dificultam o acesso do aspirador. Com o tempo, esse espaço se torna um repositório de sujeira de difícil alcance.

Os sofás com base flutuante, que ficam suspensos do chão por pés aparentes em madeira ou metal, resolvem esse problema de forma prática. O espaço livre embaixo permite o uso do aspirador robô com eficiência, além de facilitar a limpeza manual quando necessário.
Além da funcionalidade, a base flutuante tem outra vantagem: ela é um recurso estético valorizado no design contemporâneo, conferindo leveza visual ao móvel. Assim, o sofá ganha em praticidade sem perder o apuro formal. É uma solução que trabalha a favor da decoração e da rotina ao mesmo tempo.






