Nos últimos anos, as principais listas de tendências de design, paisagismo e decoração elencaram a conexão com a natureza como uma das prioridades das pessoas – seja em moradias no campo, na praia ou na imensidão das grandes cidades.
O fato é, que independentemente do endereço escolhido, há um grande desejo das pessoas em transformar a sua casa em um espaço verde e de reencontro com a sua própria essência. Nesse contexto, os projetos de paisagismo têm caprichado e trazido novidades para criação de espaços ainda mais inspiradores e repletos de acolhimento.
Cleber e Arthur Depieri, sócios no escritório Depieri Paisagismo, com base na ampla experiência de seus projetos, aproveitam para compartilhar algumas das fortes tendências do momento e revelar o que deve conquistar o coração dos clientes no decorrer de 2026.
Práticas e Impactantes
Arthur explica que, nos últimos tempos, as espécies mais cultivadas têm sido aquelas que unem impacto visual, rusticidade e baixa manutenção, a fim de facilitar a rotina de cuidados e manter sempre a beleza do jardim.
Acompanhando a tendência na arquitetura – de casas contemporâneas repletas de brasilidade – as vegetações tropicais também têm ganhado protagonismo, muitas vezes substituindo até jardins floridos. “Plantas como costela-de-adão, philodendros, helicônias, alpínias, calatheas e alocasias aparecem com frequência, assim como palmeiras e árvores de médio porte, que ajudam a estruturar os espaços e trazer sombra”, afirma o ´paisagista.

A cidade ficou lá fora…
Muito além do apelo estético, a busca pelo paisagismo nas residências está totalmente ligada à mudança no estilo de vida. A cada ano se intensifica a ideia de agregar sustentabilidade e o design biofílico aos projetos, para que os moradores possam se sentir fora das metrópoles. Nesses casos, o trabalho do paisagista é criar uma verdadeira imersão por meio da escolha, cultivo e do posicionamento estratégico de diferentes espécies de plantas e árvores.

“Após a pandemia, muitas pessoas que tiveram que retornar aos trabalhos presenciais ou híbridos, fizeram questão de manter aquela atmosfera gostosa do interior. Nesse sentido, o paisagismo foi essencial para levar a paz e a harmonia para todo tipo de espaço, mesmo se for em um bairro de uma grande cidade. Afinal, tudo é possível usando a criatividade”, conta Cleber.
Integração e Funcionalidade
Seguindo o desejo de viver intensamente a natureza, os paisagistas comentam que aumentou a procura por projetos com uma maior integração entre as áreas de convivência, o jardim e os espaços de lazer.
“Entre os grandes sucessos estão as áreas externas completas, com espaço de descanso, área gourmet e jardim integrados, além de alguns jardins mais densos e volumosos, que criam a sensação de refúgio nas extremidades” revelam os paisagistas.

Outro pedido recorrente é a privacidade natural – com o uso de barreiras verdes no lugar de muros altos e fechados, para criar um ambiente mais leve e agradável.
O que vem por aí!
Os profissionais afirmam que, para o decorrer de 2026, a expectativa é de um paisagismo ainda mais natural, sustentável e conectado ao bem-estar. A tendência é valorizar espécies nativas ou altamente adaptadas ao clima local, além de jardins com desenhos mais orgânicos e menos rígidos. A presença de materiais naturais ou reutilizados também está favorecida.
Na busca pelo bem-estar, os projetos que priorizam sombra, conforto térmico, ventilação natural e contato sensorial com a vegetação devem ganhar força. “A integração entre interior e exterior continua muito forte, com o verde entrando cada vez mais na arquitetura. Mais do que estética, o paisagismo passa a ser visto como parte fundamental da qualidade de vida”, concluem.





