O mercado imobiliário sempre foi associado a ciclos longos, visitas presenciais e negociações que se arrastam por meses. Contudo, a Inteligência Artificial começa a redesenhar essa lógica — e não apenas como ferramenta de atendimento, mas como peça estratégica na conversão de vendas.
Na Tecnisa, a assistente virtual ISA deixou de ser um simples chatbot para se tornar protagonista no funil digital. Em um movimento que revela maturidade tecnológica, a plataforma já responde por cerca de 35% dos leads qualificados online da companhia e encurtou o tempo médio de fechamento de negócios em até sete vezes.
O dado mais simbólico não está apenas no volume de interações, mas no valor das negociações. Um imóvel de R$ 1,8 milhão foi fechado em apenas 16 dias após o primeiro contato iniciado pela assistente. Em um setor onde 180 dias costumam ser considerados padrão para negociações digitais, a diferença é estrutural.
Atendimento 24 horas e autonomia do comprador de alto padrão
Entre janeiro e dezembro de 2025, a ISA realizou mais de 19 mil atendimentos. O que realmente chama atenção, porém, é o horário dessas interações: 68% ocorreram fora do expediente comercial. Isso revela uma mudança comportamental importante no público interessado em imóveis acima de R$ 1 milhão.
O comprador contemporâneo não quer apenas informação; ele quer controle da jornada. Assim, a Inteligência Artificial imobiliária passou a assumir etapas tradicionalmente humanas, como qualificação de perfil, análise de faixa de renda, entendimento do estágio de decisão e personalização das respostas.
Aliás, o grande erro aqui seria imaginar que o cliente de alto padrão prefere sempre o contato presencial. O que realmente faz a diferença é a agilidade. Quando o sistema ajusta o fluxo de informações ao perfil do interessado, reduz fricções e elimina ruídos, a confiança cresce.
“A inovação faz parte do nosso DNA e é um dos pilares para elevar a experiência de compra de um imóvel”, afirma Fernando Tadeu Perez, CEO da Tecnisa. “O uso pioneiro da tecnologia ampliou nossa capacidade de entender o cliente e entregar respostas mais precisas ao longo da jornada.”
Tour virtual e decisão acelerada: o imóvel como experiência digital
O fechamento do imóvel de R$ 1,8 milhão não ocorreu apenas por troca de mensagens. A negociação incluiu tour virtual do empreendimento Recanto Oliveiras, no Jardim das Perdizes, além da apresentação detalhada da unidade de dois dormitórios.
Nesse sentido, a tecnologia não substitui o espaço físico; ela antecipa a experiência arquitetônica. O comprador já chega à etapa presencial com repertório visual, entendimento de layout, percepção de acabamento e leitura espacial consolidada.
É aqui que a intersecção entre tecnologia, arquitetura e experiência de morar se torna estratégica. A visita deixa de ser exploratória e passa a ser confirmatória. Consequentemente, o tempo de decisão diminui.
Em outubro de 2025, uma negociação à vista acima de R$ 1 milhão foi concluída em 26 dias após 235 mensagens trocadas entre cliente e IA. O prazo é sete vezes menor que a média digital anterior da empresa. Não se trata apenas de velocidade, mas de precisão na comunicação.
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Inteligência Artificial não substitui corretores — reorganiza a jornada
Há uma preocupação recorrente no mercado: a Inteligência Artificial substituirá o atendimento humano? A prática mostra o contrário. A tecnologia amplia possibilidades, organiza dados e prepara terreno para que o corretor atue em momentos decisivos.
A transição entre canais ocorre conforme a preferência do cliente. Assim, a IA atua como filtro e facilitadora, enquanto o profissional humano entra com negociação fina, leitura comportamental e fechamento estratégico.
Essa integração é particularmente relevante no segmento de imóveis de alto padrão, onde detalhes construtivos, padrão de acabamento e personalização de planta exigem análise técnica aprofundada.
O impacto na arquitetura e no design dos empreendimentos
Quando a jornada de compra se digitaliza, o próprio projeto arquitetônico passa a dialogar com essa realidade. Plantas precisam ser legíveis em ambiente virtual. Materiais devem ter boa leitura em renderizações. Circulações e iluminação natural precisam ser compreendidas mesmo à distância.
Isso força incorporadoras a repensarem a forma como apresentam seus projetos. A arquitetura deixa de ser apenas construída; ela é narrada digitalmente.
Com mais de 45 mil unidades entregues, a Tecnisa agora integra tecnologia e experiência imobiliária como parte central da estratégia comercial. A ISA não é apenas vitrine digital — tornou-se eixo de conversão.
Uma nova lógica para o mercado imobiliário
A venda de um imóvel de R$ 1,8 milhão em 16 dias não representa apenas um caso isolado. Ela sinaliza uma transformação estrutural no comportamento do comprador e na forma como o setor lida com dados, autonomia e tempo.
Portanto, o que está em jogo não é apenas automação. É a redefinição da experiência de compra. A Inteligência Artificial na venda de imóveis passa a atuar como ponte entre arquitetura, design, tecnologia e decisão.
E, diante disso, uma constatação se impõe: quem ainda trata o digital apenas como canal de atendimento está atrasado. Hoje, ele é parte da estratégia de conversão.





