Primeiro eles conquistaram os imóveis comerciais, mas o sucesso dos trilhos aconteceu mesmo quando passou a compor os projetos residenciais devido à praticidade na instalação, visual clean, garantia de ambientes muito bem iluminados. “Eles alcançaram esse protagonismo por permitir direcionar os focos de luz e tornar a iluminação muito mais interessante”, elucida Jociane Mendes, arquiteta do escritório ResiliArt Arquitetura.
Depois disso, não demorou muito para que ganhassem espaço e notoriedade nos projetos de interiores de casas e apartamentos. “Primeiramente foram inseridos no estilo industrial, mas em pouco tempo tornaram-se super indicados para a aplicação geral em corredores, cozinhas, dormitórios, e principalmente, salas de estar e de TV”, complementa a profissional.
Além do design contemporâneo, o trilho agrega uma resolução singular para projetos com apenas um ponto de iluminação: com ele, não há necessidade de quebrar a laje para a instalação de novos conduítes para uma nova fiação. “Ele elimina a necessidade de intervenções e, por conta da articulação dos spots, direcionamos a luz como for mais conveniente”, acrescenta Jociane.

Materiais e componentes dos trilhos
Segundo Jociane, o alumínio é a matéria-prima mais empregada, já que oferece excelente durabilidade, não enferruja e é muito leve. “Na ponta do lápis, nos entrega um ótimo custo-benefício”, argumenta. Mas há também os trilhos de aço que são mais robustos e um pouco mais difíceis de manusear.

Quando o assunto são as lâmpadas, a arquiteta relata que as mais utilizadas são as de LED, uma vez que são mais econômicas no consumo de energia, oferecem durabilidade superior aos modelos tradicionais e pelo design próprio para os spots. Os tipos Dicróica, Gu10 e Mr16 são as melhores indicações.
Instalação descomplicada e cuidados na manutenção
À primeira vista, é possível que muitos associam a estrutura dos trilhos com uma instalação complexa, mas a realidade é justamente oposta. Ligada ao ponto de energia existente, a canaleta fixada na laje é responsável por distribuir a iluminação.
A profissional observa que o processo é diferente dos trilhos de embutir que são colocados diretamente no forro. “Essa alternativa exige uma intervenção para fixação do equipamento. Porém, ela adiciona um toque de charme, pois o spot parece flutuar no ambiente”, explana.

Sobre a manutenção diária, basta passar um pano úmido ou, se necessário, remover o item para a limpeza. No caso de lâmpada queimada, na versão de trilho fixado na laje basta desencaixar e efetuar a troca.
Entretanto, o spot de embutir demanda a remoção dele no forro tanto para a higienização, quanto para substituição da lâmpada. “Isso pode afetar a pintura e até manchar o teto, caso não seja feito com minuciosidade. Por isso, o trilho com spots acaba sendo muito mais funcional”, conclui Jociane.





