Viver em uma metrópole como São Paulo exige soluções que acompanhem diferentes ritmos, agendas e formas de ocupar a casa. Neste apartamento em São Paulo, a arquiteta Juliana Fabrizzi desenvolveu um projeto de interiores que vai além da estética e se constrói a partir das relações, dos encontros e das pausas possíveis dentro da rotina urbana.
A base neutra, composta por cimento queimado e madeira natural clara, estabelece um pano de fundo sereno, que permite que cores quentes e frias convivam em equilíbrio. O resultado é um ambiente leve, expressivo e cheio de nuances, onde cada escolha dialoga com a vivência real de quem ocupa o espaço.
Uma base neutra que valoriza cor, textura e sensações
A escolha por materiais de aparência crua e natural não é apenas estética. No projeto de interiores assinado por Juliana, o cimento queimado atua como elemento unificador, enquanto a madeira aquece visualmente os ambientes e aproxima a casa de uma escala mais humana.

Sobre essa base neutra, surgem cores estrategicamente distribuídas. Tons quentes trazem energia e vitalidade, enquanto nuances frias equilibram e oferecem respiro visual. Essa composição cria uma atmosfera que não cansa com o tempo e permite que a casa se transforme junto com seus moradores.
A arquiteta destaca que trabalhar com contrastes bem dosados é fundamental para criar ambientes duradouros. “A neutralidade não precisa ser sem graça. Ela pode ser o suporte ideal para que as cores apareçam com intenção e significado”, pontua Juliana Fabrizzi.
Flexibilidade como eixo central do projeto
Pensado para uma família com filhos de diferentes idades e rotinas, o apartamento em São Paulo prioriza a adaptabilidade dos espaços. A planta foi organizada para permitir múltiplos usos sem comprometer a fluidez da área social.

No terraço, a sala de jantar assume um papel versátil: ora integrada à área social, ora mais reservada, graças ao uso de cortinas que modulam a conexão entre os ambientes. Essa solução simples, mas eficiente, amplia as possibilidades de uso ao longo do dia e atende tanto momentos coletivos quanto situações mais intimistas.
Essa capacidade de transformação reforça a ideia de uma casa que acompanha o tempo e as necessidades da família, sem impor rigidez ao cotidiano.
A cozinha como coração da área social
No centro do apartamento em São Paulo, a cozinha deixa de ser coadjuvante e assume protagonismo. Combinando tons de verde e vermelho, o ambiente se destaca visualmente e se torna um ponto de encontro natural dentro da casa.

Mais do que um espaço funcional, a cozinha foi pensada para acolher pequenas refeições, conversas rápidas e encontros especiais. Ela reflete o estilo de vida de uma família que vive no interior, mas encontra no apartamento sua base para estar junto na cidade.
Para Juliana Fabrizzi, esse protagonismo faz sentido. “A cozinha é onde a rotina acontece de forma mais espontânea. Quando ela é bem pensada, passa a ser um espaço de convivência real, não apenas de preparo”, explica.
Um projeto que faz sentido para quem o vive
O grande mérito deste projeto de apartamento em São Paulo está na coerência entre arquitetura e vida cotidiana. Nada é excessivo, nada é apenas decorativo. Cada escolha — dos materiais às cores, da disposição dos ambientes à flexibilidade do layout — responde a uma necessidade concreta dos moradores.

O resultado é um lar contemporâneo, afetivo e funcional, que traduz o ritmo da cidade sem abrir mão do acolhimento. Um projeto que entende que morar bem não é seguir fórmulas, mas criar espaços que façam sentido em cada fase da vida.





