Há construções que chamam atenção pela imponência, outras pelo luxo. Mas algumas se destacam por romper com tudo o que estamos acostumados a chamar de casa. É o caso desta casa em formato de cúpula, localizada na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, que vem despertando curiosidade não apenas pelo visual futurista, mas pela forma como seu interior redefine a experiência de habitar um espaço.
Batizada de Dome Sweet Dome, a residência ocupa um terreno amplo de cerca de 4,6 acres e oferece aproximadamente 90 metros quadrados de área construída. O valor pedido, em torno de R$ 1,3 milhão, parece quase secundário diante daquilo que realmente torna o projeto especial: a proposta arquitetônica que elimina ângulos, paredes convencionais e divisões rígidas.
Arquitetura que abandona os cantos para abraçar as curvas
Ao optar por uma cúpula geodésica, o projeto se afasta da lógica ortogonal que domina a maioria das construções residenciais. Aqui, não existem corredores estreitos nem ambientes encaixotados. O espaço se organiza a partir de uma geometria fluida, em que todas as áreas se conectam visualmente.
Essa forma não é apenas estética. Estruturalmente, a casa em formato de cúpula distribui melhor as cargas, tornando-se mais resistente a ventos, variações térmicas e até abalos. O resultado é uma construção que combina leveza visual com robustez técnica, criando uma sensação de proteção sem sacrificar a abertura para a paisagem ao redor.
Logo ao entrar, a sensação é de amplitude. O pé-direito elevado reforça a ideia de espaço contínuo, enquanto a luz natural percorre o interior de forma suave, sem sombras duras. A área social se organiza em conceito aberto, reunindo sala, cozinha e circulação em um único ambiente orgânico.
A cozinha, posicionada no centro da casa em formato de cúpula, funciona como ponto de encontro. Bancadas de granito trazem um contraste sofisticado à arquitetura futurista, enquanto o layout favorece tanto o uso diário quanto momentos de convivência. Não há paredes delimitando funções, mas sim uma transição natural entre cada zona da casa.
Acima do espaço social, um mezanino abriga a suíte principal, que aproveita o volume da cúpula para criar uma área mais reservada, sem quebrar a continuidade visual do projeto. Dali, é possível observar toda a casa, reforçando a sensação de estar dentro de uma única estrutura viva.
O quarto se conecta a um banheiro com atmosfera de spa, onde materiais e iluminação trabalham para criar um ambiente relaxante. A ideia de bem-estar é constante em toda a casa em formato de cúpula, que parece desenhada para desacelerar o ritmo de quem a ocupa.
Nos fundos do imóvel, um deck amplia ainda mais a integração entre interior e exterior. É ali que se encontra uma banheira independente, posicionada para que o morador possa contemplar a paisagem enquanto relaxa. A transição entre casa e natureza não é marcada por portas pesadas, mas por uma continuidade visual que dissolve fronteiras.





