Tijolinho Aparente: o clássico que nunca sai de cena na arquitetura
As arquitetas Vanessa Paiva e Claudia Passarini destacam a versatilidade e o charme atemporal do elemento que compõem o interior e exterior das residências
Presente em obras há séculos, o tijolinho atravessa gerações sem perder relevância. Junto com sua função estrutural, ele se soma como recurso estético capaz de transmitir calor, textura e personalidade aos ambientes.
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À frente do escritório Paiva e Passarini Arquitetura, as arquitetas Vanessa Paiva e Claudia Passarini observam que a aparência rústica e natural do tijolinho propicia a tão almejada atmosfera acolhedora e reforçam que, quando bem combinado com outros materiais, consegue elevar à sofisticação sem perder o conforto visual.
Do passado à contemporaneidade
A história do tijolinho remonta às civilizações antigas, quando o barro moldado e queimado ao sol era usado para erguer casas e templos. Hoje, ele aparece de formas variadas, seja em tijolo maciço artesanal ou revestimentos modernos que simulam sua aparência. “A tecnologia permitiu reproduzir o charme original com mais leveza e praticidade, ampliando as possibilidades de uso”, comenta Claudia Passarini. Além disso, ela acrescenta que o tijolinho une tradição e contemporaneidade aos projetos de arquitetura.
O hall de entrada desta casa recebe os visitantes com a identidade natural do tijolinho, que veste as paredes. Para completar, a sinergia com a madeira que recobre o teto e acompanha a ampla porta pivotante| ProjetoPaivae Passarini Arquitetura | Fotos: Vitor Martins
Se engana quem o associa apenas ao estilo industrial ou à atmosfera campestre: o item se encaixa em propostas variadas e transita naturalmente do rústico ao sofisticado, do hall de entrada até áreas internas e externas. “Quando harmonizado com madeira, pedra ou metais, ele exala sem perder aconchego, e a aplicação estratégica em áreas de destaque reforça a autenticidade do espaço”, diz a arquiteta Vanessa Paiva.
Nesta área externa, que integra área gourmet e piscina, o escritório Paiva e Passarini Arquitetura aplicou o tijolinho para aquecer o espaço com o seu tom terracota | Fotos: Vitor Martins
Outro atributo que mantém o tijolinho sempre no radar é o terracota, tom quente e atemporal. “Ele pode assumir protagonismo ou aparecer como um detalhe que valoriza o espaço, principalmente em áreas externas”, explica Claudia.
Quanto tempo sua casa fica organizada depois da faxina?
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1. Depois da faxina, quanto tempo leva para o sofá acumular coisas (roupas, bolsas, controles…)?
2. Sua cozinha após a faxina dura organizada por quanto tempo?
3. E o guarda-roupa?
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4. Quando alguém visita sua casa de surpresa, qual a reação?
6. O que mais atrapalha sua organização?
Quanto tempo sua casa fica organizada depois da faxina?
Resultado A – Bagunça Rápida (menos de 24h)
Sua casa “se desorganiza sozinha” em poucas horas! Isso mostra que você precisa de soluções práticas: organizadores visíveis, cestos em pontos estratégicos e regras simples de uso (ex.: nada no sofá, louça lavada imediatamente). Talvez valha pensar em desapegar do excesso para reduzir a bagunça.
Resultado B – Organização Curta (2 a 3 dias)
Você até consegue manter as coisas arrumadas, mas a rotina acaba atrapalhando. Aposte em sistemas fáceis de manutenção: gavetas com divisórias, caixas etiquetadas, rotina de 10 minutos por dia para recolocar tudo no lugar. Pequenos hábitos podem prolongar sua faxina.
Resultado C – Organização Semanal (até 1 semana)
Parabéns! Sua organização já funciona bem e você mantém a casa agradável por vários dias. Para evoluir ainda mais, invista em planejamento de espaços: móveis multifuncionais, nichos e prateleiras ajudam a manter o padrão por mais tempo.
Resultado D – Mestre da Organização (sempre organizada)
Você é o exemplo de disciplina! Sua casa permanece arrumada mesmo depois de dias da faxina. Continue investindo em rotinas rápidas (5 minutos por cômodo) e inspire outras pessoas com seu estilo organizado. Esse nível de manutenção evita acúmulos e traz bem-estar constante.
Evolução do material e aplicações
Antes restrito à estrutura das paredes, o tijolinho aparece em superfícies internas, fachadas, jardins e detalhes do mobiliário. Revestimentos como os bricks oferecem variações de cor, paginação e acabamento, mantendo a estética tradicional, mas com instalação facilitada e menor manutenção.
A fachada da residência se destaca pelo revestimento completo em tijolinho que transmite imponência e unidade visual, mostrando como o material pode ser rústico e sofisticado ao mesmo tempo | Projeto Paiva e Passarini Arquitetura | Fotos: Vitor Martins
“A diversidade de formatos e acabamentos permite que o tijolinho se adapte a qualquer projeto, valorizando tanto espaços pequenos quanto residências amplas. A sua beleza está na simplicidade, capaz de encantar e permanecer relevante independentemente das tendências”, completa Claudia Passarini.
Cláudio P. Filla é comunicador social e especialista em mídias digitais, com mais de 11 anos de atuação na curadoria de tendências para o mercado de arquitetura e decoração. Como editor-chefe do Enfeite Decora, Cláudio lidera um conselho editorial composto por arquitetos, designers de interiores e paisagistas registrados (CAU/ABD), garantindo que cada artigo combine inspiração visual com rigor técnico e normativo. Sua missão é traduzir o complexo universo da construção e do design em soluções práticas, sustentáveis e acessíveis, sempre sob o respaldo de profissionais renomados do setor brasileiro.
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A parceria entre as profissionais Claudia Passarini e Vanessa Paiva é uma prova de que a sofisticação e a técnica trazem excelentes resultados. O escritório Paiva e Passarini já assinou mais de 600 projetos em mais de 14 anos de união, tendo como pontos de destaque o atendimento aos clientes e a qualidade técnica dos projetos. A dupla imprime a sofisticação de uma maneira que atenda às necessidades reais das pessoas, engenhosamente combinando a marca Paiva e Passarini com a expectativa dos clientes para realizar sonhos.
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